Política MT
Os 141 municípios de Mato Grosso terão espaço no Instituto Memória do Poder Legislativo
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio do Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL), vai catalogar em vídeos, fotos e textos os monumentos históricos dos 141 municípios mato-grossenses. A iniciativa faz parte do projeto “Memória de Mato Grosso”, que pretende criar um acervo para divulgar e promover a história e a cultura de todas as regiões do estado. “Esse é um projeto inovador que visa reforçar o compromisso do Poder Legislativo estadual de representar todos os municípios de Mato Grosso”, afirma a superintendente do IMPL, Mara Visnadi.
A superintendente destaca que o Instituto Memória é uma referência nacional e internacional para pesquisadores, estudantes e para todos aqueles que buscam registros históricos de todo o estado, e não só da catalogação da produção da ALMT. “Hoje o instituto já abriga os processos legislativos e a demarcação de todos eles, mas o objetivo é ter um acervo de informações muito maior sobre cada um dos 141 municípios”, explica.
Para fazer esse levantamento técnico, a ALMT assinou o Termo de Fomento nº 001/2018/ALMT, com o Instituto Cuiabano de Educação (ICE), que, segundo a superintendente, possui contratos de exclusividade com dois expoentes técnicos de reconhecimento mundial e regional: o fotógrafo Paul Clemence (considerado um dos 10 maiores fotógrafos de arquitetura do mundo), que virá a Mato Grosso exclusivamente para a realização desse projeto dada a sua relevância, e o pesquisador e historiador João Carlos Vicente Ferreira, um dos maiores estudiosos dos municípios de Mato Grosso e seus monumentos históricos.
Segundo Mário Márcio Campos, coordenador do projeto no ICE, o objetivo, mais que registrar e catalogar a arquitetura tombada de Mato Grosso, é proporcionar uma nova perspectiva sobre as construções históricas. “Esse é um projeto que mexe com a alma e o coração dos mato-grossenses e a proposta é de trazer algo novo, um olhar diferente daquilo que já conhecemos e admiramos”, afirma.
“O estado tem hoje mais de 100 patrimônios tombados e boa parte da população desconhece quais são e o contexto histórico para o tombamento”, destaca João Carlos Vicente Ferreira. Ele explica que, por isso, a pesquisa também vai abranger a história, a geopolítica e os pontos históricos e turísticos. Serão feitos registros fotográficos e de vídeo, além de uma produção de texto com descrições e entrevistas. O material produzido vai virar um catálogo e uma exposição itinerante, que vai percorrer o estado, além de compor o acervo documental disponível no site e nos arquivos do Instituto Memória.
Os trabalhos já começaram e devem ser entregues até janeiro de 2019, conforme cronograma definido pelo plano de trabalho. Os primeiros municípios são Cuiabá e Várzea Grande. Lembrando, que caso seja necessário, ele pode ser prorrogado através de termos aditivos, por períodos iguais ou sucessivos, conforme demanda apresentada e justificada para a comissão da ALMT responsável por acompanhar a gestão das produções.
Instituto Memória – O Instituto Memória do Poder Legislativo foi criado no dia 15 de outubro de 1987 pela Resolução nº 16, com o intuito de resgatar, catalogar, divulgar e oferecer para sociedade a história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso desde o ano de 1835.
Atualmente, o acervo do Instituto Memória conta com um vasto acervo de documentos e cerca de 40 títulos disponíveis para consulta. Todas as produções elaboradas pela Assembleia Legislativa são distribuídas gratuitamente para aqueles que tiverem interesse em adquirir. E as obras que já não possuem exemplares para doação podem ser consultadas na sede da Assembleia, localizada no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
É importante ressaltar que pertencem ainda ao acervo, além do material que registra a memória institucional, outras obras de arte e esculturas de diversos artistas regionais que fazem parte da história de Mato Grosso.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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