Mato Grosso
“Os investimentos feitos pelo Governo de MT refletem em vidas salvas”, afirma capitão dos bombeiros de São Paulo
“Os investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso se refletem em vidas salvas. Por mais que estes investimentos possam ser exemplificados em números, o resultado é impagável. Isso melhora a qualidade de trabalho dos bombeiros militares de Mato Grosso, que se reflete em um atendimento mais técnico e muito mais ágil para a população”, afirmou o capitão Clóvis Augusto Michelin, de Campinas (SP).
O capitão Michelin é um dos instrutores do 1º Curso de Salvamento Veicular Pesado do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), ministrado ao longo desta semana em Cuiabá. A capacitação reúne 24 bombeiros militares que aprendem novas técnicas de desencarceramento de veículos com equipamentos de ponta.
“O investimento em capacitação é fundamental para o serviço do Corpo de Bombeiros. É um serviço que demanda muitos investimentos, devido ao alto custo. Tudo o que os bombeiros militares de Mato Grosso estão aprendendo ao longo desta semana, por exemplo, vai se refletir em mais vidas salvas”, ressaltou o capitão.
“Temos um retorno de 97% de satisfação nos atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros. Isso é resultado destes investimentos, feitos pelo Governo de Mato Grosso, na compra de equipamentos, viaturas, novas unidades e capacitação dos nossos bombeiros militares”, afirmou o comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges.
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Um dos alunos do curso, o soldado Pedro Santana, de Barra do Garças, está no CBMMT há pouco mais de sete anos e afirma nunca ter visto tantos investimentos sendo realizados na corporação como nos últimos quatro anos, inclusive no interior de Mato Grosso.
“O investimento do Governo de Mato Grosso no Corpo de Bombeiros tem sido de grande valia em todas as áreas. Temos visto grandes investimentos na área de salvamentos e de combate aos incêndios florestais. Barra do Garças conta hoje com um bom efetivo, estrutura de materiais e equipamentos excelentes, graças ao Governo de Estado”, afirmou.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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