Mato Grosso
Ouvidoria da Mulher do Judiciário é canal para denúncias de violência doméstica

A denúncia de violência física ou psicológica é importante para quebrar o ciclo da violência vivido por muitas mulheres. Um canal para que as vítimas de violência doméstica e familiar possam denunciar é a Ouvidoria da Mulher, um serviço oferecido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. Além de receber denúncias, a Ouvidoria da Mulher facilita o acesso à Justiça, recebe reclamações e sugestões sobre processos em trâmite e também tira dúvidas e promove a escuta ativa da mulher.
Qualquer pessoa pode utilizar a Ouvidoria da Mulher para fazer denúncia, um grande passo para a responsabilização do agressor, que muitas vezes pode impedir o feminicídio.
Na Ouvidoria da Mulher o recebimento de qualquer demanda é tratada de forma adequada e especializada sobre as questões de violência doméstica e violação dos direitos da mulher.
Para fazer qualquer manifestação na Ouvidoria da Mulher acesse o site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso: www.tjmt.jus.br , no banner específico https://clickjudapp.tjmt.jus.br/ouvidoria-mulher ou pelo ClickJud https://clickjudapp.tjmt.jus.br/home e preencha o formulário eletrônico.
O contato também pode ser feito por e-mail: [email protected] .
Através da Ouvidoria da Mulher também é possível proceder com o encaminhamento das vítimas para autoridades competentes.
Cabe à Ouvidoria da Mulher receber informações, sugestões, reclamações, denúncias, críticas e elogios sobre as atividades do Poder Judiciário relativas à violência doméstica; receber reclamações referentes à falta ou à inadequação/morosidade dos atendimentos no âmbito do Poder Judiciário e diligenciar junto aos setores competentes; receber denúncias de violência doméstica ou de violação aos direitos da mulher e encaminhá-las aos órgãos competentes para que se proceda a devida apuração e informem para a interessada quais as providências adotadas. e familiar; promover campanha de sensibilização de violência doméstica contra a mulher e propor parcerias com as instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra a mulher, para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à sociedade nessa área.
Criada em março deste ano, a Ouvidoria da Mulher foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Magistratura do TJMT.
Quebre o Ciclo – O Poder Judiciário realiza várias ações no enfrentamento à violência contra a mulher. A campanha “Quebre o Ciclo – A vida recomeça quando a violência termina”, mostra que as mulheres vítimas de violência não estão sozinhas. A equidade de gênero, a valorização e fortalecimento das ações voltadas para essa temática é uma das bandeiras da gestão para o biênio 2021/2022, presidida pela desembargadora Maria Helena Póvoas.
A campanha realiza várias ações para propagar as orientações por meio da imprensa, além de formar parcerias com os poderes Executivo e Legislativo para fortalecer, nos municípios, a rede de proteção à mulher vítima de violência doméstica, entre outras.
Acesse AQUI o hotsite da campanha. https://quebreociclo.tjmt.jus.br/
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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