Mato Grosso
Sema realiza workshop sobre gestão de risco com produtos químicos
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou um workshop sobre gestão de risco com produtos químicos nesta quarta-feira (22), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. O evento teve 11 palestras e contou com representantes de outros estados, como São Paulo e Sergipe. Participaram técnicos da área, membros de empresas que trabalham com resíduos perigosos, transportes, laboratórios e estudantes universitários. Todos eles receberão um certificado de presença.
O evento foi organizado pela Comissão Estadual de Prevenção Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Perigosos do Estado de Mato Grosso (CEP2R2). “Era uma necessidade esse workshop para discutir o risco que envolve esse tipo de produto”, destacou Nilma Taques, presidente da comissão.
O superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços, Valmi Lima, que foi presidente do CEP2R2, reiterou a importância do evento. “Esta troca de experiência com outros estados da federação, órgãos e empreendimentos é necessária e deve acontecer de forma periódica para o desenvolvimento do P2R2. A discussão homogeneíza os procedimentos e facilita a interlocução entre os vários atores do sistema”.
P2R2
As palestras foram abertas com a apresentação do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais (P2R2) por Marco Antônio Lainha, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O Plano foi criado por Decreto em 2004 e estabelecido por meio de um compromisso entre o Ministério e secretarias estaduais e municipais de Meio Ambiente com objetivo de prevenir a ocorrência de acidentes com produtos químicos perigosos e aprimorar o sistema de preparação e resposta a emergências químicas.
“O Workshop integra as instituições que estão envolvidas com emergências, neste caso produtos perigosos, e esta aproximação entre os órgãos resulta em atendimentos eficientes e eficazes. A integração é importante pois otimiza os recursos, gera treinamentos e capacitações e evidentemente quem ganha com isso é o meio ambiente e a população, que terá um atendimento rápido, podendo minimizar muito as consequências destes episódios de desastre”, afirmou Lainha.
O analista ambiental da Administração do Meio Ambiente de Sergipe (Adema), Jamiel menezes, também falou sobre a necessidade de interação dos estados. “Sairemos daqui com a cabeça fervendo de ideias, de coisas que estamos vendo que em outros estado já estão implantadas e que precisamos implantar em Sergipe. Produtos perigosos é um tema de grande apelo e deve ser sempre discutido porque não impacta só a região que teve o acidente, mas pode impactar todo o estado e inclusive estados vizinhos”.

Os servidores da Sema, Nilma Taques e Sergio Figueiredo, presidente e membro da comissão respectivamente, palestraram sobre as ações desenvolvidas pela CEP2R2, que têm a função de articular parcerias entre instituições governamentais, empresas privadas, entidades de classe, sociedade civil e demais entidades que estejam envolvidas com o tema emergências ambientais. A Sema é a secretaria executiva do Conselho.
“O objetivo da Comissão Estadual é promover a divulgação do Plano do P2R2 junto aos diversos setores da sociedade, por meio da realização de fóruns, oficinas e seminários regionais e estaduais e promover intercambio de concepções e experiências entre entidades e estados da federação”, explicou os palestrantes.
Outras Palestras
A jornalista Dirce Alves, do grupo Ambipar de São Paulo, realizou um bate-papo sobre comunicação em situações de crise e emergência, respondendo dúvidas e promovendo o debate entre os participantes. Várias orientações foram passadas para os profissionais sobre a forma como as empresas devem agir em casos de acidente ou desastre, com a formação de porta voz, formas de divulgação para a imprensa e comunicação com o público interno e colaboradores como forma de minimizar uma crise.
Representantes de instituições que dão o primeiro atendimento em episódios de acidente ou desastre ambiental, como Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Militar, explicaram como é a atuação dos órgãos nesses casos. A Politec explicou sobre a realização da Perícia Ambiental em local de Acidente com Produtos Perigosos.

“Precisamos sensibilizar a sociedade para os riscos existentes, unindo atores envolvidos nos diversos níveis de gestão com produtos químicos perigosos, agregando as instituições públicas e privadas. Foi importante a participação do Corpo de Bombeiros Militar como forma de difundir o sistema de prevenção e preparação da sociedade, melhorando o conhecimento da população e criando um ambiente propício para resposta rápida e segura”, ressaltou o Comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, TC BM Dércio Santos da Silva.
O servidor da Sema, Fernando Pires, orientou sobre o processo de licenciamento ambiental com produtos perigosos em Mato Grosso e os também servidores, Nilma Taques e Everaldo Gasparini, explicaram como é realizado o monitoramento ambiental pós-acidente com produtos perigosos no Estado.
As outras palestras do dia foram sobre Ferramentas de Gestão em Emergências Químicas, que foi conduzida pelo servidor da Cetesb Anderson Piolli; Atuação da Concessionária Frente ao Atendimento com Produtos Perigosos na BR-163, apresentado por Wilson Medeiros da Concessionária Rota D’Oeste; Responsabilidade Civil e o Seguro de Risco Ambiental, da Futuro Seguros – GC do Brasil.
Parcerias
O workshop foi realizado por meio de cooperação do poder público com o setor privado, organizações não governamentais, universidades e comunidade.
O evento é uma parceria do P2R2 com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, por meio da Educação Ambiental; Polícia Rodoviária Federal; Ibama; Defesa Civil do Estado; Corpo de Bombeiros do Estado; Secretaria de Saúde Estadual; Rota do Oeste; Limppar Gerenciamento e Consultoria Ambiental; Associação Mato-Grossense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Amaest); Centroeste Resíduos; Sinalizar MT; 3 Irmãos Eventos e Treinamento; Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb); Fiagril; Grupo Ambipar; Grupo Canaa Norte Resíduos; Sindicato das Empresas de Transporte e Carga no estado de Mato Grosso (Sindmat); Sanorte Saneamento Ambiental; Futuro Seguradora; Bravo Serviços Logístico; Sest Senat; Prefeitura Municipal de Cuiabá e Prefeitura Municipal de Várzea Grande.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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