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Rondonópolis

Para garantir limpeza de terrenos, Prefeitura reduz valor de multas e vai protestar débitos

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Foto- Assessoria

Visando garantir maior eficiência e celeridade nos serviços de fiscalização e limpeza de terrenos particulares pelo poder público municipal, a Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda, fez uma alteração na Lei Complementar nº 74/2009, passando a garantir a redução no valor das multas aplicadas aos proprietários de terrenos pela falta de limpeza. No entanto, a partir de agora, o Município realizará o protesto das multas não pagas. A multa anteriormente prevista era de 4 Unidades Fiscais de Rondonópolis (UFRs) por metro quadrado do terreno e passa a ser de 1 UFR por metro quadrado. A alteração na lei ainda permite que as áreas sejam limpas pelo próprio Município e os valores cobrados dos proprietários.

Pela nova legislação – Lei Complementar nº 528 de 05 de março de 2025 – o proprietário do terreno será notificado e terá um prazo de 15 dias para realizar a devida limpeza. Caso isso não ocorra, será aplicada multa no valor de 1 UFR por metro quadrado do imóvel, sendo que em caso de reincidência será aplicada em dobro, independentemente do serviço a executar, limitada a duas autuações por ano.

Não sendo cumprida a notificação e aplicada a multa, o Município realizará a limpeza do imóvel, repassando ao proprietário ou possuidor os custos correspondentes aos serviços executados, sem prejuízo das demais penalidades aplicáveis.

Além disso, as multas em decorrência desta lei, assim como os valores devidos pela realização da limpeza do imóvel pelo Município, caso não sejam quitados no prazo de 10 dias, serão inscritos em dívida ativa municipal, podendo ser cobrados mediante execução fiscal, nos termos da legislação vigente. O Município poderá ainda, a seu critério, adotar medidas administrativas e judiciais para a cobrança dos débitos, incluindo protesto extrajudicial e a execução fiscal.

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Segundo a secretária Municipal de Fazenda, Rane Curto, as mudanças visam uma adequação da legislação municipal com a realidade local, com o objetivo de garantir que os terrenos particulares sejam devidamente mantidos limpos, que as multas possam ser pagas pelos proprietários, e, ainda que o Município execute às dívidas. “Ocorre que grande parte das multas não eram pagas pelos proprietários e a Prefeitura não executava essas dívidas, gerando um grande ativo podre para o Município”, explicou.

Para se ter uma ideia, a secretária destacou que, em média no Brasil, 50% da dívida ativa registrada nos balanços dos municípios representam ativo podre.

“Com o valor da multa reduzido, os valores se tornam mais reais e podem ser pagos por grande parte dos proprietários. Além disso, podendo executar a dívida caso a multa não seja paga, é possível reduzir esse ativo podre”, argumentou.

Ainda, com o protesto das multas, os proprietários podem ter problemas com bloqueio de cartão de crédito, dentre outros, então, manter os terrenos limpos e não deixar de pagar possíveis multas, será muito mais viável para os proprietários.

Por fim, com a possibilidade de a própria Prefeitura fazer a limpeza dos terrenos após a aplicação das multas por não cumprimento da notificação pelo proprietário, cobrar pelo serviço, e garantir que receberá os valores, é possível que o poder público atue com mais eficiência e garanta uma cidade mais limpa.

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A secretária ressaltou que a regulamentação dos serviços de limpeza das áreas pelo Município, com os valores a serem cobrados, será publicada pela Pasta ainda esta semana.

LIMPEZA PÚBLICA – Vale reforçar que a Prefeitura de Rondonópolis também vem reforçando os trabalhos relativos à limpeza dos espaços públicos e áreas da municipalidade, com aquisição de novos maquinários e contratação de mais trabalhadores, além de outras medidas.

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Rondonópolis

Rondonópolis|Justiça mantém ex-gestora fora do Serv Saúde e rejeita recurso do SISPMUR

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Decisão anterior foi mantida e reforça o entendimento de que a escolha da direção do Serv Saúde é atribuição exclusiva do prefeito

Foto- Divulgação

A Justiça de Mato Grosso rejeitou o recurso apresentado no processo que tentava reverter a decisão sobre a direção do Serv Saúde, em Rondonópolis, mantendo o entendimento de que cabe ao prefeito a prerrogativa de nomear e exonerar o cargo.

A tentativa de mudança na decisão foi realizada por meio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que atuou no processo como amicus curiae.

No entanto, o recurso sequer foi conhecido pela Justiça, por falta de legitimidade para recorrer nesse tipo de ação .

Com isso, o Tribunal de Justiça manteve integralmente o entendimento anterior, que declarou inconstitucional o trecho da lei municipal que condicionava a escolha do diretor do Serv Saúde a uma eleição organizada por servidores.

A decisão segue jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece que cargos de direção em autarquias são de livre nomeação pelo chefe do Executivo, sem interferência externa. No próprio processo, fica evidenciado que a exigência de eleição prévia invade a competência administrativa do prefeito e fere o princípio da separação dos poderes .

Mesmo após a decisão favorável ao Executivo, houve tentativa de reverter o resultado, mas a estratégia não avançou no Judiciário.

Na prática, o desfecho consolida a derrota da tentativa de mudança e mantém a validade da decisão já reconhecida pela Justiça.

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Rondonópolis

Prefeito Cláudio Ferreira anuncia investimento de R$ 2 bilhões da COFCO em Rondonópolis

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A multinacional consolidará na cidade a maior fábrica de esmagamento de soja do Brasil

Fotos – Vandi Francisco
Prefeito Cláudio Ferreira, em seu gabinete, junto a empresários locais e a representantes da COFCO no Brasil

O município de Rondonópolis segue atraindo grandes investimentos. Nesta terça-feira (14), o prefeito Cláudio Ferreira recebeu a confirmação de que a multinacional COFCO investirá mais de R$ 2 bilhões na ampliação da sua fábrica em Rondonópolis, anexa ao terminal ferroviário. A unidade da empresa vai se tornar o maior complexo de esmagamento de soja do Brasil.

Para tratar desse novo investimento, o prefeito recebeu em seu gabinete o CEO da COFCO Brasil, Luiz Noto, o diretor de operação da empresa em Santos/SP, Sérgio Ferreira, e os representantes da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), a empresária Denise de Freitas (presidente), o empresário Adelino Bissoni (vice-presidente) e a produtora rural Norma Gatto.
Atualmente, a COFCO possui fábrica em Rondonópolis com produção de farelo de soja, óleo de soja e biodiesel. Sua capacidade de esmagamento de soja é de 4.500 toneladas por dia. Com a ampliação, serão aproximadamente 10 mil toneladas por dia, dobrando sua capacidade de produção e gerando mais empregos. A ampliação deve ficar pronta no começo de 2028.

O prefeito Cláudio Ferreira avaliou que o investimento é resultado do novo momento que Rondonópolis vive. “Antes tínhamos um ambiente hostil para os negócios, mas temos trabalhado fortemente para articular com o setor produtivo para trazer essas grandes empresas para Rondonópolis, principalmente na área da agroindústria, pois é importante não só produzir matéria-prima, mas também processar essa matéria-prima aqui”, afirmou.

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O gestor ressaltou ainda que a instalação de grandes empresas, como a COFCO, proporciona vários desdobramentos importantes para a cidade de Rondonópolis, como a geração de emprego, a criação de outras empresas prestadoras de serviços, o aumento da receita do Município, bem como o fortalecimento da economia. “Estou muito feliz, por isso quero agradecer a Deus, à minha equipe e aos vários empresários que têm contribuído conosco, a exemplo do Odílio Balbinotti”, repassou.

A ampliação da fábrica da COFCO em Rondonópolis foi enaltecida pela classe empresarial da cidade. A presidente da ACIR, Denise de Freitas, destacou o papel do poder público nesse processo. “O prefeito Cláudio Ferreira tem feito uma gestão transparente, criando uma conexão entre o setor público e o setor produtivo. A gente vê com muito bons olhos essa conexão, onde realmente tudo é para a cidade, porque nós amamos Rondonópolis”, afirmou.

O empresário Adelino Bissoni também parabenizou o prefeito e a empresa pelo investimento em Rondonópolis. “Para nós, é muito importante essa duplicação da planta da COFCO em Rondonópolis, porque vai atender o estado inteiro, não só com transporte mas com aquisição de grãos, além de gerar emprego. Vai ser uma obra que vai ficar pronta no começo de 2028 e Rondonópolis só ganha com isso”, disse.

A produtora Norma Gatto, com 47 anos de Rondonópolis, reforçou que fica muito feliz com esse anúncio, porque acredita muito na cidade e no seu potencial. “Esse grande investimento só faz com que a gente cresça ainda mais e mostre o nosso valor. Eu admiro muito o Cláudio, sei que ele tem um trabalho imenso, enfrenta muitos problemas e que está dando o seu melhor, se esforçando muito e a gente fica feliz de ver as coisas acontecerem”, repassou.

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Em um ano e quatro meses de gestão, esse é o segundo grande investimento anunciado para Rondonópolis. No fim de 2025, a Inpasa confirmou um investimento de R$ 2,77 bilhões em uma usina de etanol de milho na cidade, totalizando R$ 4,7 bilhões se somado com o da COFCO. O prefeito acredita que vai fechar esse mandato com um investimento privado na cidade maior do que todo aquele efetivado nos últimos 20 anos.

 

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Rondonópolis

Rondonópolis|Secretaria de Educação instaura sindicância para apurar irregularidade patrimonial em escola municipal

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Foto – Ednilson Aguiar

A Prefeitura Municipal de Rondonópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, instaurou sindicância administrativa para apurar possível irregularidade patrimonial envolvendo bens públicos em uma unidade escolar do município.

A medida foi oficializada por meio da Portaria Interna nº 165/2026, publicada no Diário Oficial do Município. A investigação tem como base fatos relatados pela direção da Escola Municipal de Educação Básica em Tempo Integral Professora Virgilina de Melo Ferreira, além de registro de ocorrência junto à Polícia Judiciária Civil.

Uma comissão foi designada para conduzir os trabalhos de apuração, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do caso, identificar eventuais responsáveis e mensurar possíveis prejuízos ao erário.

De acordo com a portaria, a comissão terá prazo de 60 dias para conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. O processo seguirá os princípios do contraditório e da ampla defesa, conforme previsto na legislação vigente.

Durante a apuração, poderão ser realizadas oitivas, coleta de documentos, perícias e demais diligências necessárias para o esclarecimento dos fatos.

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