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Parceria entre órgãos públicos deve agilizar regularização fundiária na Agrovila

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Produtores de 20 comunidades participaram da audiência em Santo Antônio do Leverger

Foto: Ângelo Varela

Os constantes conflitos agrários que se arrastam desde 1966 entre os moradores da Agrovila das Palmeiras, no município de Santo Antônio de Leverger, estão perto de uma solução. Após audiência pública realizada na última sexta-feira (24), pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para discutir a Regularização Fundiária da área, os participantes definiram como proposta a possibilidade dos parlamentares colocarem, a partir de 2019, emendas para a realização do georreferenciamento. Também ficou acertado que, quanto ao núcleo urbano da Agrovila, o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) vai fazer uma parceria com o município de Santo Antônio de Leverger para que a prefeitura faça o levantamento topográfico e providencie a titulação.

Diante das propostas apresentadas, os moradores das vinte comunidades da Agrovila das Palmeiras poderão ter a documentação de suas propriedades em breve.

“O maior problema da Agrovila é a falta de georreferenciamento porque as comunidades não possuem dinheiro para pagar o serviço. O importante é que estejamos unidos, porque dá para fazer muita coisa. As leis estão mais flexíveis, permitindo mais agilidade ao processo de liberação de documentos”, disse o deputado Wilson Santos (PSDB), requerente da audiência.

Participaram dos debates os moradores das comunidades São Sebastião, Caeté, Vale Abençoado, Pontal do Glória, Bigorna, Águas Claras, Sangradouro, Agrovila das Palmeiras, Vale Palmeiras, Ribeirão do Glória, Vale Samambaia, Gleba Resistência, Gleba Bocaina, Ribeirão do Estiva, Boa Ventura, P.A. Banco do Brasil, P.A. Santana Taquaral, P.A. Santana do Buritizal e Serrana.

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“Tenho propriedade aqui há mais de trinta anos e até agora não possuo os documentos. Sem a titulação não podemos fazer financiamentos para investir em melhorias na terra. Acho que depois dessa discussão, vamos conseguir a documentação”, disse Francisco Veríssimo da Silva, morador da Gleba Bocaina. Ao todo, cerca de 280 propriedades rurais produtoras de hortifrutigranjeiros e leite vão poder regularizar a situação.

“O Intermat está trabalhando nesta área há alguns anos, principalmente com os moradores da Gleba Resistência. O órgão está á disposição para fornecer o trabalho de regularização fundiária aos interessados”, falou o presidente do Intermat, Demilson Nogueira. Ele também explicou como os moradores da Agrovila devem proceder para agilizar a documentação. “A primeira coisa num processo de regularização são as peças técnicas, como por exemplo o georreferenciamento, depois o órgão dá entrada na regularização do requerente. Se trata de uma questão fundiária preocupante, mas há condições de resolver o impasse”, lembrou Nogueira.

O analista em reforma e desenvolvimento agrário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Batmasterson Schmidth, fez uma explanação sobre o órgão aos participantes, destacando a situação dos três assentamentos da região que estão em terras do Incra (Pontal do Glória, Ribeirão do Glória e Santana do Taquaral).

“São aproximadamente 400 assentados nestas três áreas e 50% dessas famílias estão em situação irregulares e sem documentação, mas com possibilidade de regularização. Não basta o agricultor estar na terra, pois precisa atender alguns pré-requisitos, como por exemplo, ter condições de trabalhar na terra e adquirir o documento”, afirmou ele.

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Um dos fundadores da Agrovila, Jesubert Ferreira, está na área desde 1966 e luta para tirar a documentação há mais de 60 anos. Atualmente é morador do Projeto de Assentamento do Santana do Taquaral e espera, finalmente, adquirir a documentação. “Nossa trajetória é de longa data, desde que iniciaram os trabalhos de assentamento. Existem alguns moradores que possuem documentos, mas nem todos. São 155 famílias que moram no Taquaral e esperam pelo título”.

O trabalho em parceira entre Prefeitura de Santo Antonio do Leverger, Intermat, Incra e Assembleia Legislativa foi destacado pelo prefeito de Santo Antonio, Valdir da Costa Pereira Filho. “Se trata de uma grande demanda  no município, tanto rural, quanto urbana. São muitas etapas e demoradas, isso desmotiva e acaba paralisando o processo. O título da terra vale muito, pois com ele o agricultor pode fazer financiamento para o plantio e melhorias na área”, garantiu o prefeito.

Na oportunidade, a procuradora da Assembleia Legislativa Fernanda Amorin falou aos participantes sobre a Lei 13.465/2017, que dispõe sobre a regularização fundiária rural e urbana, liquidação de créditos concedidos aos assentados da reforma agrária e sobre a regularização fundiária no âmbito da Amazônia Legal, que passou a contar com mecanismos para aprimorar a eficiência dos procedimentos de alienação de imóveis da União.

Ela disse ainda que alguns municípios do estado do Rio Grande do Sul já estão cumprindo as normas e pediu ao prefeito de Santo Antonio que aplique a nova legislação no município. “A regularização fundiária urbana (Reurb) é o processo que inclui medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais com a finalidade de incorporar os núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial urbano e à titulação de seus ocupantes”, apontou Amorin.

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Segundo a procuradora da Assembleia, as medidas jurídicas correspondem especialmente à solução dos problemas dominiais, referente às situações em que o ocupante de uma área pública ou privada não possui um título que lhe dê segurança jurídica sobre sua ocupação. 

 

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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