Mato Grosso
“Perfil dos viajantes mudou e os empresários devem se habituar com mudanças”, alerta palestrante da FIT Pantanal
Atentos a esse novo modelo de turista, a FIT Pantanal trouxe nesta sexta-feira (05) o palestrante Jardel Beck, que explicou um pouco mais sobre essas mudanças e salientou para os operadores e gestores como eles devem se adaptar a esse novo público.
Ao contrário dos turistas tradicionais, que dependiam principalmente de guias impressos e agências de viagens para planejar suas férias, o turista 4.0 tem acesso a uma ampla variedade de informações online e usa aplicativos de viagem e outras tecnologias para tornar sua experiência de viagem mais eficiente e personalizada. Eles podem reservar voos, hotéis e atividades online, verificar comentários e recomendações de outros viajantes, e até mesmo usar realidade virtual para explorar destinos antes de decidir onde ir.
“É um novo modelo de negócio que surge com a digitalização da quarta revolução industrial. Hoje em dia, quando alguém decide que vai viajar, essa ‘jornada’ do turista já começa pelo celular, com avaliações e redes sociais”, destaca.
Além disso, Jardel também pontua que o turista 4.0 é altamente conectado e usa a tecnologia para compartilhar sua experiência de viagem com outras pessoas. “Todas as empresas que não acompanharem essa tendência vão acabar ficando para trás. Hoje, o viajante é influenciado e influenciador, então além do destino, a experiência que é criada também é muito importante”.
Pensando nesse novo perfil de turista, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) criou o Programa de Evolução Digital no Turismo para monitorar a reputação online de hotéis, bares, restaurantes, destinos e regiões turísticas de Mato Grosso. Ao todo serão 1.500 locais em 71 municípios, que já possuem presença digital em canais de avaliação e vendas de pacotes online como Google, Tripadvisor, Expedia, Hoteis.com, por meio da plataforma Trustyou.
A plataforma possui indicadores criados a partir das avaliações e comentários dos visitantes/usuários dos serviços prestados.
As informações geradas pela plataforma como número de comentários e avaliações e a taxa de respostas aos comentários serão utilizadas para a criação do Índice de Desempenho Turístico (IDTur).
“Com base neste sistema de pontuação, o Observatório de Desenvolvimento vai monitorar os municípios, regiões turísticas e a própria Secretaria Adjunta de Turismo permitindo que possamos identificar as nossas deficiências e os pontos fortes apontados pelos turistas nos destinos do Estado”, comentou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
A proposta é fazer monitoramento por grupos: meios de hospedagem, restaurantes e similares, atrativos turísticos, destinos e região turística. Mato Grosso tem 15 regiões turísticas com 87 municípios, contudo, 71 deles possuem locais a serem monitorados pela plataforma.
*Com supervisão de Débora Siqueira
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
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