Política MT
PLOA 2020 é apresentado em audiência pública
Foto: Helder Faria
O Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) de 2020 foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (26), no auditório Licínio Monteiro. Requerida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (Cefaeo), a apresentação do PLOA-2020 foi feita pelo secretário-adjunto de Orçamento da Secretaria de Fazenda do Estado, Ricardo Capistrano.
A proposta está em tramitação na Assembleia Legislativa desde o dia 15 de outubro e compreende o orçamento fiscal dos três poderes estaduais, do Ministério Público, dos fundos, dos órgãos e entidades da administração direta e indireta e das empresas estatais dependentes. A LOA aponta, no caso da previdência estadual, um déficit de R$ 1 bilhão e 397 milhões para o próximo ano. Segundo Ricardo Capistrano, esse é o montante que o Estado terá que aportar em 2020 para a Previdência em função das novas regras.
O projeto traz uma renúncia fiscal para o próximo ano de R$ 6,3 bilhões e previsão de emendas no valor de R$ 78 milhões. A proposta reserva para o Executivo em 2020 a receita de R$ 17,752 bilhões. A maior fatia do orçamento é destinada para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, com R$ 4,149 bilhões. Em segundo lugar aparece a Secretaria de Estado de Segurança Pública, com R$ 3,431 bilhões.
Para a Assembleia Legislativa, a previsão de receita é de R$ 548 milhões. Para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), R$ 365 milhões e para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, R$ 1 bilhão e 553 milhões, incluído os recursos do Funajuris.
Três deputados participaram da audiência pública: Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, Delegado Claudinei (PSL) e Ulysses Moraes (DC). A LOA de 2020 traz a destinação de recursos para os poderes para o exercício de um ano e é de exclusiva competência do Poder Executivo. Como apresentado anteriormente, a LOA de 2020 não traz alterações, segundo o secretário adjunto, e compreende o orçamento fiscal e de seguridade dos poderes e receitas orçamentárias e intra-orçamentárias.
A proposta traz uma previsão de receita, para o próximo exercício, de R$ 20.328.195.378 bilhões e despesas de R$ 20.900.6-7.048,00 bilhões, ou seja, com um déficit de R$ 572,5 milhões. No tocante à despesa, Ricardo Capistrano explicou que foi feita uma alteração em relação a 2019, por conta de uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que definiu um percentual para crédito suplementar, caso necessário.
O deputado Ondanir Bortolini, o Nininho, que presidiu a audiência pública, afirmou que o governo está fazendo uma previsão pessimista de orçamento para o próximo ano. “Apesar da previsão pessimista, esse déficit orçamentário não vai existir em 2020”, disse o parlamentar. Ele atribui sua previsão às expectativas de mais arrecadação para 2020 em função do pacote de medidas adotadas pelo governador Mauro Mendes e aprovadas pela Assembleia Legislativa no início do ano.
Conforme Nininho, “Mauro Mendes assumiu o Estado com muitas dificuldades. “Apesar do quadro encontrado, o Estado já aponta sinais de recuperação, de equilíbrio, mas mesmo assim o governador está tratando a questão orçamentária com cautela para não apresentar otimismo”, disse.
O deputado Ulysses Moraes (DC), presente na audiência, fez um questionamento sobre o FEX, se a equipe econômica do governo fez alguma projeção contando com os recursos do Fundo de Exportação que a União não repassa aos estados há dois anos. Ricardo Capistrano disse que o FEX não faz parte de qualquer projeção na LOA de 2020.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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