Mato Grosso
PM abre inscrições para a 3ª Corrida Ambiental Adventure e 1º Ecorridinha Kids
Estão abertas as inscrições para a 3ª Corrida Ambiental Adventure, realizada pelo Grêmio Recreativo e Esportivo Ambiental (GREA) do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental. A corrida será realizada no dia 13 de Outubro (domingo), no Distrito da Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
A corrida adventure inicia às 06h30 e contará com o percurso de 6,5 km e 13 km de estrada não pavimentada (cross country ou off-road). Nesta edição, o evento promoverá também a 1ª Ecorridinha Kids no dia 12 de Outubro (Sábado), às 15h. A competição voltada para crianças, contará com distâncias que variam entre 50 m a 400m; dependendo da faixa etária. Animadores, brincadeiras lúdicas, brinquedos, teatro e educação ambiental também farão parte da Ecorridinha.
As inscrições podem ser feitas pela internet no site www.morro-mt.gov.br ou presencialmente, até o dia 10 de Outubro. As inscrições estão distribuídas em dois lotes: 1º Lote – 10/08 a 22/09 e 2º Lote – 23/09 a 10/10; com três modelos de inscrições, que contemplará o atleta com: 1º Kit: número de peito, chip, camiseta manga curta, sacochila ecológica e pochete. 2º Kit: número de peito, chip, camiseta manga longa, sacochila ecológica e pochete; ou 3º Kit: número de peito e chip.
Os valores das inscrições no 1º lote são: R$ 50 (1º Kit), R$ 60 (2º Kit) e R$ 40 (3º Kit); e no 2º lote de R$ 60, R$ 70 e R$ 50, respectivamente. Já para o kit atleta mirim, serão: Kit Básico (número de peito e medalha) a R$ 35 e o Kit Completo (número de peito, camiseta do evento, sacochila, boné e medalha), a R$ 50.
Informações sobre a retirada dos kits estão disponibilizadas no site morro-mt e nas redes sociais do evento.A 3ª Corrida Ambiental Adventure têm como finalidade promover e incentivar a prática da corrida de rua e incentivar as crianças à pratica esportiva.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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