Mato Grosso
PM prende homem e apreende adolescente membros de facção por tentativa de homicídio

Policiais militares de Pontes e Lacerda prenderam um homem, de 29 anos, e apreenderam um adolescente, de 16 anos, por tentativa de homicídio, no começo da tarde desta quinta-feira (31.10). Com os suspeitos, a PM apreendeu um revólver.
Conforme o boletim de ocorrência, os suspeitos foram presos após a equipe do 18º BPM receber denúncias sobre um tiroteio ocorrido em um bar, às margens da BR-174. No local, testemunhas afirmaram que dois homens chegaram no local e efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima, de 32 anos, que foi socorrida com vida.
Também de acordo com os populares, os criminosos fugiram em direção ao bairro Vila Dermat, após os tiros. Em diligências, os policiais flagraram os dois suspeitos entrando em uma residência e iniciaram abordagem, conseguindo deter a dupla.
Questionados pela PM, os criminosos confessaram o crime, mas se recusaram a entregar a arma de fogo. Em rápida busca pela residência, os militares encontraram um revólver calibre .38 carregado com quatro munições, escondido em cima de um guarda-roupas.
Ainda em depoimento, os suspeitos afirmaram serem membros de uma facção criminosa e que estavam cobrando uma dívida de R$ 1 mil reais em dinheiro que havia sido emprestado para a vítima. O suspeito de 26 anos afirmou ainda que o menor de idade estava no local para gravar a execução do homem para os líderes da facção.
Os militares também receberam a informações de que a vítima seria suspeita de tráfico de drogas e se deslocaram até a residência do homem para investigações do caso. No local, a PM localizou 15 porções de substância análoga a maconha e materiais utilizados para o tráfico e identificaram que o imóvel seria um ponto de venda de entorpecentes.
Diante do flagrante, os dois suspeitos foram conduzidos para a delegacia de Pontes e Lacerda, com todos os materiais apreendidos, para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Mato Grosso15/07/2026 - 18:37“Achávamos que iam nos matar”: depoimento da filha expõe terror após execução de Renato Nery
-
Artigos16/07/2026 - 18:02Quando perder músculo também ameaça o cérebro
-
Política MT15/07/2026 - 19:01PL convoca convenção estadual para definir candidaturas e coligações em Mato Grosso
-
Nacional15/07/2026 - 13:23STF intima presidentes de 21 partidos políticos a explicar gestão de emendas parlamentares
-
Nacional16/07/2026 - 15:10Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
-
Agro News16/07/2026 - 15:14Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão
-
Rondonópolis16/07/2026 - 16:2852ª Exposul contará com quatro dias de ciclo de palestras técnicas gratuitas
-
Mato Grosso16/07/2026 - 16:50Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor








