Mato Grosso
PM reinaugura Base Comunitária São João Del Rey com estrutura moderna

A Polícia Militar de Mato Grosso reinaugurou a Base Comunitária de Segurança Pública São João Del Rey, da 3ª Companhia Independente, em Cuiabá, nesta quinta-feira (30.1). A unidade é integrada ao 24º Batalhão da Polícia Militar e recebeu investimento de R$ 640 mil do Governo do Estado para modernização de toda estrutura.
A 3ª CIA PM é responsável pelo policiamento tático e ostensivo dos bairros São João Del Rey, Osmar Cabral, Jardim Fortaleza, Santa Laura e diversos residenciais instalados na região.
A comandante do 24º Batalhão, tenente-coronel Athayses de Oliveira Assunção Perez, destacou que o prédio passou por reestruturação e modernização da infraestrutura. A unidade conta, ainda, com salas mais modernas e móveis planejados, proporcionando uma melhor qualidade de trabalho aos policiais militares que atuam na 3ª Companhia Independente.
A entrega da reforma também fortalece na recepção e acolhimento dos moradores da região. O investimento faz parte do pacote de ações do Governo do Estado para a valorização da Segurança Pública.
“Esse espaço moderno e funcional foi projetado para aproximar ainda mais a Polícia Militar da sociedade, fortalecendo a confiança, o diálogo e o trabalho conjunto, além de prover melhores condições de trabalho para os nossos policiais e adequar a subunidade à identidade visual da Polícia Militar. A Base Comunitária de Segurança Pública não é apenas uma edificação, mas um símbolo de parceria entre o poder público e a população, visando à construção de um ambiente mais seguro e harmônico para todos”, destacou a tenente-coronel Athayses de Oliveira Assunção Perez.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, parabenizou o trabalho dos policiais militares da unidade e que atendem a região pelos excelentes serviços prestados à população, bem como enalteceu os investimentos do Governo na valorização dos policiais militares.
“O governador Mauro Mendes é um grande entusiasta da Segurança Pública, que faz o possível e impossível para nossa instituição, principalmente no apoio para reestruturação das nossas unidades na Capital e no interior. Nos sentimos valorizados e incentivados a fazermos da nossa instituição uma polícia mais forte. Essa obra reflete que a PM está se desenvolvendo, e é isso que devemos fazer nas demais unidades”, afirmou o comandante-geral coronel Fernando.
Ainda durante a solenidade de entrega, o coronel Fernando declarou que a Polícia Militar vive uma realidade totalmente diferente dos últimos anos. Desde a criação do programa Tolerância Zero Às Facções Criminosas, em 2024, a PM apreendia, em média, 8 toneladas de drogas durante o ano, e somente nos últimos dois meses esse número já foi praticamente alcançado.
“Quebramos vários recordes que não seriam possíveis sem o apoio de todas as instituições de segurança pública e os investimentos do Governo do Estado. A PM tem intensificado as ações ostensivas, preventivas e repressivas em todos os 142 municípios do Estado, após deflagração da Operação Tolerância Zero”, ressaltou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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