Mato Grosso
Polícia Civil cumpre buscas em fraudes de fiscalização, comércio e transporte de madeiras
A Polícia Civil cumpriu oito mandados de busca e apreensão domiciliar, na manhã desta segunda-feira (06), na operação Isópteros (relativo a cupins), deflagrada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) com objetivo de apurar fraudes na fiscalização, comércio e transporte de produtos florestais em Mato Grosso.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá (5 mandados) e nas cidades de Alto Garças, Juscimeira e Rondonópolis, em residências e dois escritórios de advocacia, que estariam associados a terceiros para prática das fraudes.
As buscas foram realizadas no âmbito do inquérito policial que tramita na Delegacia do Meio Ambiente, que apura crimes ambientais diversos, incluindo falsidade de laudos, relatório ambiental, sequestro e cárcere privado, associação criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, lavagem de capitais, ocultação de bens, valores e direitos.
Todos os crimes estão relacionados à atividade de fiscalização, comércio e transporte de produtos de florestais, em especial de madeiras apreendidas e depositadas no pátio unificado da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), no Distrito Industrial, em Cuiabá.
O grupo vem sendo investigado há mais de um ano. Durante a operação foram apreendidos documentos, celulares, equipamentos eletrônicos, entre outros. Além da buscas, foi decretado o bloqueio de contas correntes, supostamente usadas pelos membros do grupo criminoso.
A operação contou com apoio da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria de Interior, por meio das regionais e delegacias das cidades onde os mandados foram cumpridos.
Nome da operação
O nome Isopteros faz referência a colônias de cupins que possuem cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. São insetos que causam prejuízos econômicos por ser uma praga que corrói madeira e outros materiais de celulose.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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