Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados de buscas em investigação de homicídio em Rondonópolis

A Polícia Civil deflagrou na tarde desta sexta-feira (7.11), mais uma fase da Operação Pecado Mortal para cumprimento de três mandados de busca e apreensão dentro de investigações de homicídios ocorridos em Rondonópolis e região.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.
Os mandados são cumpridos na região do Bairro Residencial Dona Neuma e buscam a coleta de elementos que possam subsidiar investigações em andamento na unidade policial.
Na ação, duas pessoas de 36 e 25 anos por crimes de tráfico de drogas e furto de energia. Durante as buscas foram apreendidos drogas, dinheiro, balança de precisão, máquinas de cartão, veículo, além ter sido constatado em uma das residências furto de energia eletriza. Os dois presos foram conduzidos à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.
A primeira fase da Operação foi deflagrada nos dias 14 e 15 de outubro. Com as diligências desta sexta-feira, já somam nove mandados de busca e apreensão, e cinco pessoas presas. Segundo a delegada Karla Peixoto Ferraz, responsável pela operação, as investigações seguem em andamento para esclarecimento dos crimes.
Nome da operação
Pecado Mortal designa um tipo de pecado muito grave, A operação recebeu esse nome em razão da motivação dos homicídios em apuração, uma vez que as vítimas foram mortas em razão de serem investigadas pela prática de crimes sexuais.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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