Mato Grosso
Polícia Civil deflagra “Operação Nocaute” em Rondonópolis

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27.11), a “Operação Nocaute”, destinada a desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e outros delitos correlatos. A ação foi desencadeada pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf), em Rondonópolis.
A ação é uma continuidade da “Operação Infiltrados”, deflagrada pela Polícia Civil, em 27 de setembro de 2024. Na ocasião, foram cumpridas 73 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa que atuava no tráfico de entorpecentes em 21 bairros da cidade. À época, os investigadores reuniram elementos que possibilitaram o aprofundamento das apurações, resultando na operação realizada nesta manhã.
Nesta fase, foram cumpridos 11 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. As diligências ocorreram simultaneamente em Rondonópolis e na capital, com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Como resultado da ação policial, oito pessoas foram capturadas. Durante os cumprimentos, houve ainda um flagrante por tráfico de drogas e outro por embaraço à investigação, quando um dos suspeitos quebrou o próprio telefone celular para tentar impedir a coleta de provas.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um notebook prata, R$ 3.081,00 em dinheiro, vinte e três aparelhos celulares, porções de maconha, além de uma motocicleta e um automóvel. Também foram apreendidas uma camiseta do Jardim Rondônia Futebol Clube, Tropa do JRFC Rondônia – Menino Rei e uma camiseta do Futebol Clube Unidos da Região Sul – Organização, ambas relacionadas à facção criminosa atuante na cidade e utilizadas como identificação simbólica entre seus integrantes.
A Operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
Fonte: Governo MT – MT
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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