Mato Grosso
Polícia Civil prende criminoso envolvido em roubos em postos de combustíveis em Várzea Grande

Um criminoso de alta periculosidade, envolvido em três roubos majorados ocorridos em Várzea Grande, teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na quarta-feira (30.10), após investigações conduzidas pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).
O suspeito, conhecido como “Fantasma”, teve o mandado de prisão decretado pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande com base em investigações da Derf-VG que apontaram o envolvimento do investigado em roubos, ocorridos entre os dias 02 a 04 de março deste ano, em três postos de combustíveis da cidade.
No dia 04 de março, por volta das 21h30, o investigado em posse de arma de fogo invadiu uma conveniência de um posto, ocasião em que rendeu a operadora de caixa, subtraindo todo o dinheiro e diversos produtos do estabelecimento.
Na mesma madrugada, o investigado e um comparsa renderam o operador de caixa de outro posto de combustível, novamente subtraindo todo o dinheiro do comércio.
Após a comunicação dos crimes, a Derf de Várzea Grande instaurou inquérito policial para apuração dos fatos, que identificou e levantou diversas provas de autoria contra o suspeito, que teve o mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça.
As investigações apontaram que o suspeito alugou motocicletas para perpetrar os roubos e juntamente aos comparsas, se dirigia até os postos de combustíveis, onde um permanecia do lado de fora dando cobertura a ação criminosa, enquanto o investigado adentrava a conveniência se passando por cliente, e em seguida anunciava o roubo, apontando a arma em direção aos operadores de caixa.
Os crimes praticados pelo suspeito chegam à soma de mais de R$ 50 mil em prejuízos às vítimas. Nas investigações, também foi identificado que o suspeito veio de Santa Catarina, onde já responde pela prática de homicídio, confirmando a sua alta periculosidade.
Ao ser interrogado, o suspeito afirmou ser simpatizante de uma facção criminosa do Estado de Santa Catarina. Sobre os roubos, mesmo sendo apresentadas as imagens e informado do reconhecimento das vítimas, ele negou a participação, afirmando que a sua especialidade é “apenas matar”.
“Pelo fato de não ser do Estado de Mato Grosso, a identificação e qualificação foi um pouco dificultosa, mas, graças à competência da equipe de investigação foi possível elucidar a autoria. O investigado não possui paradeiro fixo, o que também dificultava a sua localização e prisão”, disse a delegada responsável pelas investigações, Elaine Fernandes.
“A prisão foi extremamente importante, uma vez que nas proximidades do final do ano, o comércio fica mais movimentado, tendo ficado claro que o investigado sobrevive da prática de roubos a empresas, de modo que a sua liberdade, significaria a perpetuação da onda de assaltos”, completou a delegada.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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