Mato Grosso
Polícia Civil prende suspeitos e desarticula tráfico de drogas em marmitaria de fachada

Uma grande quantidade de entorpecentes, entre maconha, pasta base e cocaína, foi apreendida pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (15.10), em operação deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum com apoio da Delegacia de São José do Rio Claro. O foco é a desarticulação do tráfico de drogas na região.
Na operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Nova Mutum, São José do Rio Claro e no distrito de Ranchão, sendo grande parte da droga localizada em uma marmitaria que funcionava como empresa de fachada para o tráfico de entorpecentes.
Três pessoas, sendo um entregador de drogas, de 25 anos e um casal (mulher de 50 e homem de 59 anos), responsável pela marmitaria, foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de munições.
As investigações iniciaram em Nova Mutum para apurar o comércio de drogas no município. Os policiais da Derf identificaram um integrante de facção criminosa, que atuava como entregador de drogas, passando a monitorar a movimentação do suspeito por algumas semanas.
Durante os trabalhos, foi verificado que o suspeito transitava entre três pontos específicos localizados em Nova Mutum, distrito do Ranchão e em uma marmitaria em São José do Rio Claro.
Diante das fundadas suspeitas, o delegado da Derf Nova Mutum, Guilherme Pompeo Pimenta Negri, representou pelos mandados de busca e apreensão nos locais investigados e que foram aceitos pela Justiça.
Em buscas na marmitaria, as equipes policiais apreenderam duas caixas com diversas porções entorpecentes entre maconha, cocaína, skunk, pasta base e drogas sintéticas, além de balança de precisão, anotações, maquininhas de cartão e munições calibre 38.
Já na residência do entregador, em Nova Mutum, foram apreendidas porções de maconha, haxixe, pasta base, cocaína, pinos eppendorf, LSD, além de balança de precisão, dinheiro, uma motocicleta e um veículo Toyota Corolla.
Na residência no terceiro ponto investigado, foram apreendidas porções de pasta base de cocaína.
O integrante da organização criminosa que atuava como entregador de drogas e o casal responsável pela marmitaria de fachada foram conduzidos à delegacia. Após serem interrogados, eles foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de munições.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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