Mato Grosso
Polícia Militar apreende mais de quatro toneladas de drogas em janeiro no Estado

A Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu mais de quatro toneladas de drogas somente em janeiro de 2025 em todo o Estado. No ano passado, os policiais militares retiraram de circulação pouco mais de uma tonelada. Os policiamentos tático, ostensivo e repressivo foram intensificados nos 142 municípios com a Operação Tolerância Zero no Combate às Facções Criminosas, criada pelo Governo do Estado.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou que o resultado alcançado é fruto de um trabalho integrado de todas as unidades especializadas da instituição, com ações estratégicas e operacionais para retirada de circulação de entorpecentes e descapitalização de facções criminosas.
De acordo com coronel Fernando, desde a criação do programa Tolerância Zero, em 2024, a Polícia Militar apreendia, em média, oito toneladas de drogas durante o ano, e somente nos últimos dois meses, este número já foi praticamente alcançado.
“Graças à devida atenção do governador Mauro Mendes, as Forças de Segurança do nosso Estado, em especial a Polícia Militar de Mato Grosso, vive um grande marco de investimentos, com novas viaturas, armamentos de última geração, modernização dos equipamentos de segurança e melhores condições de trabalho aos policiais militares”, declarou o coronel Fernando.
Drogas retiradas de circulação
No último dia 27, policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam 13 sacos com cerca de 600 quilos de cocaína, no município de Campo Novo do Parecis. A carga gerou um prejuízo estimado em R$ 14,2 milhões às facções criminosas.
De acordo com o trabalho investigativo, um avião foi descarregado e criminosos estavam se deslocando para o local com a intenção de recuperar a carga. Na ação, três homens foram presos por tráfico ilícito de drogas.
Já no dia 21 de janeiro, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) apreenderam 274 tabletes de maconha e skank (super maconha), em duas ações distintas, no município de Campo Verde. O prejuízo às facções criminosas pelas apreensões é de R$ 4,5 milhões.
Em uma das ações, um homem morreu, após confronto com as forças militares. Os policiais apreenderam 167 tabletes de entorpecentes, divididos em dois veículos. Em seguida, as equipes receberam novas informações sobre um carregamento de 107 tabletes de drogas, que estariam escondidos em rodas de um caminhão.
Em Cáceres, no último dia 31, uma ação integrada da Força Tática do 6º Comando Regional, com apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Polícia Rodoviária Federal prendeu cinco traficantes, apreendeu 180 kg de drogas e seis fuzis. Apenas nesta operação, as forças policiais mato-grossenses descapitalizaram o crime organizado em R$ 4,6 milhões.
Classificadas como armas longas e pesadas, esses fuzis, pelo potencial de fogo e danos, são empregados até em guerras. Nas forças policiais de segurança pública, são destinados especialmente às unidades especializadas como Gefron, Rotam, Bope e Força Tática. A quadrilha foi encaminhada à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Em Pontes e Lacerda, militares da PM e do Gefron apreenderam uma caminhonete carregada com 1 tonelada de cocaína. Dois homens foram presos em flagrante descarregando as drogas em uma residência. O prejuízo à facção criminosa foi de mais de R$ 30 milhões.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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