Mato Grosso
Polícia Militar forma 530 alunos das Escolas Militares Tiradentes de Cuiabá e Várzea Grande

¿A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta quinta-feira (12.12), a solenidade de formatura de 530 alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes das cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A cerimônia ocorreu na Capital, no Parque de Exposições da cidade.
Na solenidade, foram entregues os certificados de conclusão do Ensino Médio a 180 alunos do 3º Ano da Escola Tiradentes de Cuiabá, e para 163 alunos que estudaram no município de Várzea Grande.
Para os alunos do 9º Ano, foram entregues 102 certificados de conclusão do Ensino Fundamental para os estudantes de Cuiabá, e 85 certificados para os alunos da Escola Militar de Várzea Grande.
Os estudantes que deixaram o 9º Ano também passaram pela cerimônia de troca de fiel, que é o cordão distintivo fixado ao uniforme, sobre o ombro do aluno, diferenciando o ciclo em que está matriculado e representando a lealdade, compromisso e outros valores.
O diretor da Escola Tiradentes de Cuiabá, coronel RR Zacarias Conceição Vitalino, parabenizou os alunos que formaram e destacou os investimentos em educação do Governo do Estado que estão garantindo maior qualidade para o trabalho das escolas militares em Mato Grosso.
“Hoje celebramos uma nova fase da vida dos nossos estudantes e de tamanha relevância para o processo acadêmico deles. Isso só é possível com o apoio do nosso governador Mauro Mendes, que não mediu esforços para fazer a nossa educação saltar para a 8ª posição entre as melhores do país. Parabéns a todos e que esta conquista seja apenas o começo de uma trajetória repleta de sucesso. Temos plena convicção de que todos estão preparados para fazerem a diferença à nossa sociedade”, destacou o diretor.
O comandante-geral adjunto da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel André Wilian Dorileo, esteve presente na solenidade e também parabenizou aos formandos, ressaltando os números e avanços que as Escolas Militares Tiradentes estão possibilitando para o empenho dos alunos.
“Queremos agradecer ao governador Mauro Mendes pela política educacional em Mato Grosso. Hoje temos 23 Escolas Militares Tiradentes, com mais de 16 mil alunos matriculados. Queremos agradecer aos pais pela confiança depositada e parabenizar a todos os formandos. Vocês são o futuro do nosso país. Nós confiamos em todos vocês, continuem focando em seus objetivos e que Deus possa abençoar a todos”, finalizou.
A cerimônia ainda contou com entrega de homenagens aos alunos destaque, o juramento final dos estudantes do 3º Ano do Ensino Médio e desfile das tropas escolares.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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