Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Policiais de cinco Estados, além do exército, finalizam especialização pela Rotam/PMMT

Publicado

Quarenta e um policiais militares concluíram o 2º Curso de Especialização em Controle de Distúrbios Civis realizado pela Rotam em Mato Grosso. Além de policiais da PMMT, há entre eles, três sargentos do exército, um militar do Amazonas, um de Roraima, um de Santa Catarina, dois de Mato Grosso do Sul e seis agentes penitenciários de Mato Grosso. A formatura de encerramento das atividades ocorreu nesta quinta-feira (25/10), no auditório do Quartel do Comando Geral, em Cuiabá, com a presença dos familiares.

O curso teve como objetivo capacitar profissionais da segurança pública em operações complexas, como a contenção de rebeliões em presídios, grandes eventos esportivos, manifestações sociais que causam desordens, entre outras. Foram 490 horas/aula de aprendizado, incluindo viagens técnicas e estágios supervisionados nas tropas de choques do Rio de Janeiro e São Paulo.

“Os profissionais que agora se formam, conhecem e têm impresso em seus espíritos a dignidade elevada, o poder do discernimento ajuizado pelo conhecimento específico, tendo portanto, todas as razões para serem merecidamente reconhecidos pelos seus feitos”, destacou o comandante Geral da PMMT, coronel Marcos Vieira da Cunha, ao citar o momento histórico para a instituição, de integração entre as forças e de conhecimento compartilhado.

Para o coordenador do curso, major PM Witenberg Souza Maia, “esses policiais especializados estão aptos a intervir em qualquer situação que fuja do controle normal da tropa ordinária. Esse pessoal vem para atender situações de crise, dar uma resposta satisfatória”.

Veja Mais:  Carnaval sem violência: deixe a briga fora da folia

Não há dúvidas de que se trata de um curso que exige muito dos participantes. Alguns que tentaram na primeira edição do curso, em 2013 e não conseguiram concluir, desta vez conseguiram. Mas também há os que se destacam já na primeira tentativa, como é o caso do 1º tenente da Rotam de Mato Grosso, João Batista Dorileo, que foi o primeiro colocado da turma. Segundo ele, a dedicação foi o diferencial para alcançar o resultado.

“A cada conteúdo passado para os formandos existe uma necessidade de se dedicar à leitura e ao desempenho técnico durante as instruções práticas. Esse foi o diferencial para que chegasse aqui nessa colocação”, destacou Dorileo.

Segundo Dorileo, o curso é muito corrido, em pouco tempo e com muito conteúdo para ser assimilado, mesclado com aulas teóricas e práticas, mas muito importante, e trará resultados positivos à carreira. “Os formandos, a partir de agora têm conhecimento para aplicar a técnica de forma correta, preservando sempre a priorização de vidas, e minimizando os danos àqueles que estão ali, momentaneamente, infringindo a lei. O objetivo das ações de choque é sempre preservar vidas. Graças a Deus, conseguimos entregar para a sociedade mato-grossense excelentes profissionais que desempenharão atividades de choque no âmbito de todo o estado”.

Para o coronel da reserva, Leovaldo Salles, pai de um dos formandos, com o curso, a PMMT está entregando filhos melhores do que eles (pais) entregaram para a polícia.

Veja Mais:  Contexto social e humano é a nova ordem para loteamentos urbanísticos

“Esse momento representa a característica diferenciada de cada um, que puderam chegar perto do limite, e foram aprovados. Mas com certeza nenhum deles chegou no seu pleno vigor físico e psicológico. Sou grato a PMMT por entregar filhos melhores para a sociedade, do que entregamos para a polícia militar”, explicou ao falar em nome dos familiares presentes na solenidade.

O 2º Curso de Especialização em Controle de Distúrbios Civis – Rotam/PMMT, contou com 61 inscritos, dos quais 41 concluíram. Segundo o coordenador, no decorrer do processo vai acontecendo uma seleção natural, que envolve a técnica e o psicológico, e alguns optam por não continuar. 

Mato Grosso

Defensoria atua para evitar despejo de 160 famílias em área de mais de 6,4 mil hectares em MT

Publicado

Foto- Assessoria

Na última segunda-feira (6), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) participou de uma visita técnica a uma área de conflito fundiário coletivo rural no município de União do Sul (a 630 km de Cuiabá).

O caso envolve a disputa de mais de 6,4 mil hectares na região conhecida como Fazendas União I e II, ou Gleba Macaco. No local, também chamado de Comunidade Nova Conquista, um levantamento identificou 160 famílias residentes, mapeando 78 pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

A transformação na vida dessas famílias ganha contornos reais nas palavras de quem vive a disputa diariamente. Para a produtora rural Ruth Francisco da Silva, de 53 anos, a atuação da instituição foi um divisor de águas.

“Antes da Defensoria, ninguém nos enxergava. Nós éramos vistos como grileiros. Hoje, somos vistos como cidadãos que correm atrás dos seus direitos. A Defensoria nos deu voz, posição e acolhimento”, revelou.

O processo de reintegração de posse tramita desde 2013 e, atualmente, está em fase de cumprimento de sentença. A DPEMT assumiu a função de custos vulnerabilis (guardiã dos vulneráveis), representando os moradores, e solicitou a suspensão do despejo por 90 dias.

O objetivo é garantir tempo hábil para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) analise a área e verifique a viabilidade de desapropriação para o Programa de Reforma Agrária, já que o próprio órgão confirmou se tratar de área pública da União.

Veja Mais:  Em poucas horas Polícia Civil identifica e prende autor de homicídio em Matupá

Ruth destaca que a Defensoria traduziu a realidade da comunidade para os tribunais. “Se for para falar de trabalho, vamos saber falar do trabalho da roça com excelência. Porém, somos leigos em leis. A Defensoria falou por nós o que não sabíamos falar e fez o trabalho com imenso profissionalismo”, afirmou a produtora, celebrando os resultados concretos.

“Hoje, 4.100 hectares são de assentados. Não somos mais vistos como grileiros, mas como assentados da reforma agrária. E a Defensoria continua brigando por nós. Da nossa parte, é só gratidão”, ressaltou.

De acordo com a defensora pública Aline Carvalho Coelho, do Núcleo Estadual Especializado em Conflitos Fundiários, a diligência no local é essencial para assegurar a prestação de assistência jurídica integral.

“A Defensoria busca dar suporte para realizar o direito à moradia nos termos constitucionais, sempre em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. Trata-se de um assentamento que existe há mais de 20 anos, aguardando a formalização dos lotes”, explicou.

A resolução do conflito tornou-se ainda mais urgente após a Prefeitura de União do Sul declarar incapacidade absoluta de realocar as famílias desapossadas, alegando falta de programa habitacional, estrutura e recursos financeiros.

A vistoria de campo foi conduzida pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Poder Judiciário de Mato Grosso, com início na comarca de Cláudia, e contou com a mobilização do Ministério Público Estadual, Município, Incra e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Veja Mais:  Homem é preso em flagrante por agredir e perseguir ex-companheira em Confresa
Continue lendo

Mato Grosso

Projeto Conhecendo o Artesão recebe produtora de colares, brincos e cesteiras a partir de sementes naturais

Publicado

Cleonice Monzilar é artesã há pelo menos 40 anos e estará presente neste sábado (11) a partir das 7h30 no Sesc Arsenal
Por meio do conhecimento de diversas sementes, de diferentes cores e texturas nasceu a prática de transformá-las em colares, brincos e outros itens, produzidos pela artesã indígena Cleonice Monzilar. Ela estará presente no projeto Conhecendo o Artesão deste sábado (11), a partir das 7h30 no Sesc Arsenal.
Artesã a cerca de 40 anos, Cleonice contou que começou produzindo brincos de semente e tecendo cestos, ofício que aprendeu com a avó. Em seguida, foi a vez da mãe ensiná-la a fazer os abanadores e, com o tempo, aprendeu por si a fazer os colares.
“Eu coletava sementes com meu pai. Conheci várias sementes do mato, que achava bonita, com duas cores, tipo a olho de cabra, que o pessoal conhece como ‘tento’, a saboneteira também, que é grandona, e tem a do buriti. E assim fui criando minhas novidades”, explicou.
Cleonice trabalha com artesanato desde os 12 anos, a prática foi ensinada por seus familiares do povo indígena Umutina e é repassada por gerações.
Além de conhecer sobre a trajetória e o trabalho de Cleonice, os visitantes também poderão desfrutar do tradicional “café no jardim”, com opções acessíveis, tornando a visita uma experiência completa de cultura, gastronomia e arte.
O projeto Conhecendo o Artesão amplia a experiência cultural dos visitantes aproximando o público dos artesãos locais valorizando e fortalecendo os saberes tradicionais artesanais de Mato Grosso enquanto manifestação cultural, preservando assim a história.
SERVIÇO – Conhecendo o Artesão com Cleonice Monzilar
Data: 11/07 (Sábado)
Horário: 7h30
Local: Sesc Arsenal
Sobre o Sesc-MT
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e seis unidades móveis que circulam pelos municípios do interior. O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário Sebastião Gonçalves. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Veja Mais:  Contexto social e humano é a nova ordem para loteamentos urbanísticos
Continue lendo

Mato Grosso

Defensoria implementa protocolo nacional para atendimento aos familiares de pessoas desaparecidas

Publicado

Foto-Assessoria

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) irá implementar o protocolo nacional que estabelece parâmetros mínimos de acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento interdisciplinar em atenção aos familiares de pessoas desaparecidas em todo o estado. O documento foi aprovado durante o IV Encontro Sobre Aspectos Jurídicos do Desaparecimento de Pessoas que aconteceu nesta quarta e quinta-feira (8 e 9), em Fortaleza (CE).

O Encontro foi realizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Gerais (CONDEGE) em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPECE). Ao longo dos dois dias defensores públicos, representantes do Poder Judiciário, dos Ministérios coordenadores da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério dos Direitos Humanos se reuniram para discutir os impactos do desaparecimento de pessoas nas famílias que sofrem de forma indireta.

“A Defensoria Pública de Mato Grosso está presente neste evento que discute pautas importantes que vão ao encontro das demandas do nosso estado. Somente no ano passado, o estado de Mato Grosso registrou 2.112 pessoas desaparecidas, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por esta razão é de extrema importância implantar este protocolo que estabelece parâmetros de atendimento, acolhimento e procedimento que devem ser seguidos pela Defensoria Pública em todo o Brasil”, afirma a defensora pública-geral, Luziane Castro.

Veja Mais:  Live do GentInova desta semana discute pesquisa científica e avanços tecnológicos

O protocolo foi elaborado ao longo dos últimos meses por um grupo de trabalho formado por defensoras e defensores públicos, além de psicólogos e da equipe técnica do CICV. A proposta é assegurar que familiares de pessoas desaparecidas recebam atendimento integral, uniforme e humanizado, independentemente da unidade da Federação onde residam.   Somente no ano de 2025, o Brasil registrou um total de 84.760 pessoas desaparecidas, o equivalente a 232 casos por dia. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o número representa um aumento de 4,51% em relação ao ano de 2024.

Como explica a defensora pública Elianeth Nazário, o protocolo que será adotado pela DPEMT cria uma espécie de “rede de atendimento” que auxiliará a Defensoria Pública brasileira.

“O Protocolo, em seu aspecto geral, vai traçar diretrizes gerais de como a Defensoria Pública dos Estados devem trabalhar. Isso é muito importante porque muitas vezes as famílias das pessoas desaparecidas são obrigadas a mudar para outros estados. Ou seja, vamos supor que a família seja atendida primeiramente pela Defensoria de Mato Grosso. Nós daremos início ao acolhimento. Quando elas se mudarem para outro estado, a Defensoria deste local já terá uma diretriz, um norte, a ser seguido para continuar com este acolhimento”, diz a defensora.

O documento já foi aprovado pelas Comissões do Condege e passará por votação do Pleno da instituição, para então ser publicado em Diário Oficial.

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana