Mato Grosso
População do Araguaia se une para repovoar rio com tartarugas da Amazônia
A população de São Félix do Araguaia se uniu para a missão de realizar soltura de tartarugas da Amazônia no rio que banha a cidade. Durante a quarta etapa do projeto Amigos da Natureza, realizada no início de dezembro, cinco mil filhotes de, aproximadamente, 30 dias foram devolvidos ao Rio Araguaia.
A ação contou com a participação também dos municípios de Luciara, Santa Terezinha, Porto Alegre do Norte, Confresa.
A tartaruga da Amazônia é uma espécie encontrada na região e sofre pressão de diversos tipos de predadores, entre eles, o próprio ser humano. O objetivo da ação de soltura é garantir a perpetuação da espécie nessa região. Este quelônio de água doce pode chegar a 75 quilos e 90 centímetros de cumprimento.
Nesta edição, foi criada uma praia artificial no quartel da Polícia Militar para acondicionamento dos ovos. Os filhotes são soltos com cerca de 30 dias de vida, já que, de acordo com o biólogo e coordenador do projeto, Francisco Assis Ribeiro Sousa, nesta fase os filhotes já estão bem mais ativos e podem ser soltos em locais onde os mesmos encontram esconderijo e alimentos.
“A mobilização da população em projetos como este são de extrema relevância para ampliação da consciência da importância da biodiversidade e do meio ambiente para o nosso bem-estar”, ressalta Paulo de Tarso Abranches, coordenador Atividades de Pecuária Intensiva, Irrigação e Aquicultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de São Félix do Araguaia, Câmara Municipal de vereadores, Polícia Militar, Polícia Civil, ministério público do estado de Mato Grosso, comarca de São Félix do Araguaia, pousada Kuryala, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, corpo de bombeiros Militar, Secretaria Estadual de Meio Ambiente -SEMA MT e Colônia Z-7 dos pescadores.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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