Mato Grosso
Portal de Transparência do Governo de Mato Grosso conquista Selo Diamante pelo 3º ano consecutivo

O Portal de Transparência do Governo de Mato Grosso recebeu, nesta quarta-feira (10.12), o Selo Diamante de Qualidade em Transparência Pública — a mais alta classificação do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP).
A premiação, coordenada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), foi entregue durante cerimônia no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O secretário controlador-geral, Paulo Farias, representou o governo na solenidade.
“Esse prêmio é importantíssimo para o Governo do Estado, porque reconhece todo o esforço das instituições do Executivo para ampliar a transparência, fundamental para aproximar o cidadão da gestão pública. A transparência permite que cada pessoa enxergue os serviços e políticas entregues à população. Essa conquista simboliza nosso compromisso com a qualidade dos serviços públicos”, afirmou Paulo Farias.
O Portal de Transparência do Governo de Mato Grosso obteve 95,28% na avaliação do PNTP, garantindo novamente a classificação máxima do programa.
A secretária adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência, Aline Landini, destacou que o portal está passando por um processo de reestruturação e que, na próxima edição do PNTP, tende a alcançar uma nota ainda maior.
“Estamos trabalhando para entregar um ambiente digital mais moderno, intuitivo e acessível, que facilite a vida do cidadão e fortaleça a cultura de transparência no Estado. Essa modernização reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso em evoluir continuamente e ampliar o acesso às informações públicas”, destacou.
Entre os 321 portais avaliados no estado, apenas 54 conquistaram o Selo Diamante, demonstrando o alto nível de conformidade do Executivo estadual com os critérios de transparência ativa, passiva e acessibilidade.
Segundo o relatório do PNTP, Mato Grosso atingiu desempenho máximo em praticamente todas as áreas avaliadas, alcançando 100% de atendimento em itens como informações prioritárias e institucionais, despesas, convênios, transferências, diárias, contratos, obras, planejamento, prestação de contas, acessibilidade, ouvidoria, LGPD, governo digital, renúncia de receitas, saúde e educação.
A avaliação nacional também evidenciou a evolução contínua do Estado. Mato Grosso passou da classificação “Ouro”, com 92,19% em 2022, para “Diamante” a partir de 2023, mantendo esse desempenho nos anos seguintes. A média nacional dos Poderes Executivos Estaduais foi de 77,31%. No PNTP, os selos Diamante, Ouro e Prata são atribuídos a órgãos que superam 75% de atendimento aos critérios.
Nesta edição do programa, mais de 10 mil portais públicos foram avaliados em todo o país. Em Mato Grosso, o TCE certificou 124 instituições públicas que atingiram nível de qualidade superior a 75% dos 130 critérios analisados, resultando na entrega de 54 selos Diamante, 48 selos Ouro e 22 selos Prata. Foram avaliados portais dos Poderes Executivo e Legislativo (estadual e municipais), Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e do próprio Tribunal de Contas.
O PNTP utiliza uma metodologia padronizada nacionalmente, composta por três etapas: autoavaliação realizada pela unidade gestora; validação dos portais que atingem níveis certificáveis, feita pelos tribunais de contas; e divulgação dos resultados pelo Radar de Transparência Pública, sob responsabilidade da Atricon.
A iniciativa é conduzida pela Atricon, em parceria com o TCE, Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Rui Barbosa (IRB), Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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