Mato Grosso
Governo de MT oficializa formatura de novos soldados e entrega R$ 21,7 milhões em investimentos
A solenidade, realizada no Sesi Papa, em Cuiabá, também marcou a promoção de bombeiros militares e a entrega de viaturas e equipamentos para a instituição, que representam o investimento de R$ 21,7 milhões.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, parabenizou os alunos pela conclusão do Curso de Formação de Soldados e ressaltou que o reforço no efetivo representa o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento da Segurança Pública.
“O Corpo de Bombeiros é uma instituição reconhecida por salvar vidas. É uma das instituições de maior prestígio, e o Governo de Mato Grosso vem trazendo os investimentos necessários para que os senhores possam desenvolver seus trabalhos de salvar vidas, o meio ambiente e proteger a sociedade”, afirmou o secretário, pontuando que, desde o início da gestão, mais de R$ 160 milhões já foram investidos em novos equipamentos para o CBMMT.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson Bezerra, também destacou o volume de investimentos do Estado na corporação e deu boas-vindas aos novos soldados.
“Vocês representam o futuro do Corpo de Bombeiros. O treinamento que receberam é apenas o começo de uma trajetória dedicada a servir e proteger a sociedade. Sejam corajosos, abnegados, e sempre dispostos a crescer e aprender. Sejam bem-vindos à melhor profissão do mundo. Não há nada melhor do que salvar vidas”, afirmou.
“Quando eu era adolescente, fiz um curso que tinha uma disciplina relacionada ao combate a incêndios e alí eu despertei o interesse nas atividades do Corpo de Bombeiros. A partir disso, passou a ser um sonho ser bombeiro militar. A trajetória não foi fácil, mas valeu muito a pena”, contou.
Pai do soldado recém-formado, Sérgio Cordovil, que foi policial militar por 18 anos, se emocionou com a conclusão do Curso de Formação.
“Como pai, a gente sempre espera que o filho nos dê orgulho, e nunca tivemos dúvida de que o Michel conseguiria chegar longe. O sentimento é de satisfação, orgulho e gratidão a Deus por tudo que ele fez pela minha família”, afirmou.
Promoção de militares
A solenidade também marcou a promoção de 143 militares do Corpo de Bombeiros, sendo, dos oficiais, 7 promovidos a tenente-coronel e 7 ao posto de primeiro-tenente.
O comandante Flávio Glêdson destacou a dedicação dos promovidos na carreira militar.
“Parabéns a todos os senhores, promovidos. Os senhores demonstram empenho, disciplina e coragem. Essa promoção é um reconhecimento merecido e traz consigo novas responsabilidades”, manifestou.
Entregas
Também na noite dessa sexta-feira (28), o Governo de Mato Grosso entregou 7 caminhões Auto Bomba Tanque e Salvamento, 4 caminhões cesto, 5 jet skis e uma lancha.
Ainda, foram entregues diversos equipamentos, como ventilador de pressão positiva, lanternas, roupas de mergulho, conjuntos de desencarceradores elétricos, serras, conjuntos de máscara autônoma de ar comprimido respirável, cilindro de ar, equipamentos de mergulho autônomo, e conjuntos de blocos e calços para estabilização veicular. Ao todo, o investimento é de R$ 21,7 milhões.
Turma Lucas Veloso
A turma do 19º Curso de Formação de Soldados recebeu o nome de Lucas Veloso Peres, em homenagem ao aluno-soldado que morreu durante o curso.
“Sua bravura e espírito de serviço permanecem como exemplo e inspiração para todos nós. Que sua memória nos guie e nos fortaleça em nossa missão. Sua perda é sentida profundamente, mas seu legado viverá em cada um de nós”, manifestou o comandante Flávio Glêdson, em seu discurso durante a cerimônia.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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