Mato Grosso
Prêmio da Agência Nacional de Águas abre inscrições para edição de 2020
Em seus 14 anos de existência, o Prêmio da Agência Nacional de Águas (ANA) já premiou 40 projetos de todas as regiões do país. E em 2020, a iniciativa retorna com novidades em uma edição história, que celebra as duas décadas de atuação na regulação das águas em prol do desenvolvimento do Brasil. Com inscrições abertas até o dia 31 de julho, os participantes podem enviar projetos para concorrer diversas categorias, como ações de ensino, imprensa, organizações civis, pesquisa e inovação tecnológica.
Uma das novidades desta edição está na forma de premiar os vencedores, uma vez que, todos os três finalistas de cada categoria poderão utilizar em seus materiais de divulgação o “Selo Prêmio ANA: Finalista” ou o “Selo Prêmio ANA: Vencedor”. Em oito categorias, cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa.
Além disso, os trabalhos também podem ser apresentados por terceiros, desde que acompanhado de uma declaração assinada pelo indicado, concordando com todas as observações do regulamento.
Em 2014, Mato Grosso figurou a lista de finalistas na categoria “Ensino”, com o Projeto Olhos D’água da Amazônia, de autoria da Prefeitura Municipal de Alta Floresta. Com o objetivo de aumentar a atratividade econômica do município, enfrentar o problema da degradação ambiental rural e assegurar a manutenção das nascentes localizadas em pequenas propriedades, o projeto instalou 20 Unidades Demonstrativas de Boas Práticas Agropecuárias (BPA), abrangendo 88 hectares de áreas para 20 famílias e 84 hectares de manejo de pastagem para 54 famílias.
Ao lado de outras ações feitas em estados como: Bahia, Pará, Rio Grande do Sul e Amapá, o estado foi reconhecido como um dos exemplos de boas práticas diante da necessidade de conservar um de seus biomas, a Amazônia.
Com a comissão julgadora formada por oito membros externos à ANA, todos os trabalhos inscritos serão avaliados por critérios de avaliação que levam em conta os seguintes aspectos: efetividade, inovação, impactos social e ambiental, potencial de difusão, sustentabilidade e adesão social. É válido ressaltar que para a categoria de comunicação, o critério de sustentabilidade não será considerado.
Segundo o calendário previsto no regulamento oficial, as inscrições seguem até dia 31 de julho, a lista dos finalistas deve ser divulgada em 10 de novembro e o anúncio dos vencedores serão anunciados no início de dezembro, ainda sem data e local definidos.
Todas as inscrições devem ser feitas pelo hotsite do Prêmio ANA, e não serão aceitos nenhum tipo de material por meio físico. Para ler o regulamento completo e realizar sua inscrição, basta clicar aqui.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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