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Rondonópolis

Presidente do Sanear coordena reuniões técnicas com equipe da Energisa MT

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Rondonópolis já começou a sentir os efeitos da mobilização deflagrada na semana passada pelo presidente do Sanear, Paulo José Correia, com a participação de várias instituições públicas e privadas em relação ao serviço de energia elétrica. Além de iniciar ações gerais, como a troca de cabos e transformadores em vários pontos da cidade, a Energisa MT está implantando mudanças no método de trabalho e prepara um novo plano de investimentos visando atender o crescimento do município.

Uma das prioridades é assegurar atendimento diferenciado às unidades de saneamento básico no município, para evitar a paralisação de serviços causadas por quedas e oscilações no fornecimento de energia. O plano está sendo elaborado em conjunto pelos técnicos da Energisa e do Sanear.

“Pela primeira vez os diretores e técnicos das duas empresas estão dialogando diretamente. Isso é fundamental para resolver definitivamente problemas que há anos vem comprometendo o nosso serviço e causando prejuízos a toda população”, explicou o diretor-presidente do Sanear, Paulo José Correia.

As reuniões, realizadas na terça-feira (24) e nesta sexta-feira (27), foram coordenadas por Paulo José e pelo diretor técnico do Sanear, Hermes Ávila, e também pelo diretor técnico e comercial da Energisa MT, Fabrício Sampaio Medeiros, e pelo gerente de relacionamento da concessionária em Rondonópolis, Cristiano Lima Tomáz. Também participaram engenheiros e chefes de setores das duas instituições.

Entre as ações já definidas destacam-se as seguintes:

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*Identificação dos pontos críticos e problemas mais comuns envolvendo o fornecimento de energia para unidades de saneamento básico. A Energisa inclusive já começou a trocar cabeamentos antigos e fazer a poda de árvores nas proximidades destas unidades (elevatórias, poços, reservatórios, estações de tratamento etc.)

* Redução do tempo de resposta nos atendimentos envolvendo queda ou falhas no fornecimento de energia para as unidades do Sanear. A equipe do Sanear repassou a relação de mais de 60 unidades operacionais que, a partir de agora, terão prioridade nos atendimentos em caso de falhas ou quedas de energia.

* Criação de um canal de comunicação exclusivo entre as centrais de monitoramento do Sanear e da Energisa. Haverá um grupo interno com representantes das duas instituições para troca de informações e detalhamento de problemas para agilizar soluções.

* Definição de agenda de encontros técnicos regulares entre as equipes das duas empresas para avaliar e definir ajustes visando melhorar a prestação de serviço aos consumidores.

O presidente do Sanear agradeceu a receptividade da Energisa MT, ponderando que é preciso aguardar o cumprimento das metas e a apresentação do plano de investimentos da concessionária no médio e longo prazo. Ele também ressaltou a importância da participação da sociedade nesse processo.

“Conseguimos unir as entidades que representam o comércio, a indústria, o movimento comunitário, a construção civil e também o Poder Público. Esta junção de forças é inédita e precisa ser mantida para que a gente avance ainda mais. A garantia de energia de forma regular e estável é fundamental para o bem-estar da população e para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou.

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Além das reuniões técnicas realizadas no Sanear, o prefeito José Carlos do Pátio também liderou um outro encontro na quinta-feira (26), em seu gabinete na Prefeitura de Rondonópolis. Junto com os representantes da sociedade civil, o prefeito disse que está acompanhando de perto as negociações.

“Abrimos o debate e vamos continuar cobrando um serviço melhor. Rondonópolis não pode ter seu desenvolvimento ameaçado por falta de energia elétrica”, disse José Carlos do Pátio.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

Rondonópolis

Prefeito encaminha veto a projeto que suspendia extinção da CODER

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Foto- Assessoria

O Poder Executivo de Rondonópolis apresentou o Veto Total nº 0039/2026, referente ao Projeto de Lei Legislativo nº 0137/2026, de autoria do vereador Vinicius Amoroso, que propunha suspender a eficácia da legislação que autorizou a liquidação e extinção da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis (CODER).

O veto foi protocolado na Câmara Municipal sob o Protocolo Legislativo nº 3339/2026 e será submetido a apreciação pelos vereadores na última sessão do mês de setembro.

De autoria de Vinicius Amoroso, o projeto pretendia suspender a eficácia da Lei Complementar nº 573, de 4 de dezembro de 2025, responsável por autorizar a liquidação e extinção da CODER. A proposta estabelecia que a suspensão permaneceria até o cumprimento dos requisitos legais, administrativos e judiciais relacionados ao processo.

Na justificativa da proposta legislativa, a medida buscava interromper temporariamente os efeitos da extinção da companhia enquanto não fossem concluídas as providências consideradas necessárias para garantir a regularidade do processo.

Com o veto total apresentado pelo Executivo, caberá agora ao Plenário da Câmara Municipal apreciar a decisão. Os vereadores poderão manter o veto ou rejeitá-lo, conforme o resultado da votação e as regras previstas na legislação municipal.

O embate coloca novamente a CODER no centro das discussões entre Executivo e Legislativo, em um processo que envolve o futuro da companhia, seu patrimônio, obrigações e os procedimentos necessários para eventual liquidação e encerramento das atividades.

A votação do veto deverá definir se o projeto de Vinicius Amoroso será definitivamente arquivado ou se terá seus efeitos preservados mediante derrubada da decisão do Executivo.

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Política MT

Alessandra acusa adversário de “jogar baixo” e diz que candidatura incomoda por ameaça à disputa por cadeira na ALMT

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Foto- Redes Sociais

A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) elevou o tom contra um adversário político ao comentar as recentes movimentações na Justiça envolvendo sua possível candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nominalmente o adversário no trecho, Alessandra afirmou que ele estaria incomodado com o crescimento de seu projeto político e que, em vez de disputar nas urnas, estaria tentando utilizar a Justiça para dificultar sua participação na eleição.

“Ele está muito incomodado com tudo isso, incomodado que há uma grande chance, possibilidade de a gente alcançar essa cadeira e, infelizmente, ele não quer vir para a disputa no pau a pau”, afirmou.

Na avaliação de Alessandra, a tentativa de questionar sua candidatura não deve prosperar e representa uma forma inadequada de fazer política.

“Ele quer jogar baixo desse jeito, buscando a Justiça, mas eu acredito que a Justiça vai ser justa e vai entender que nós estamos fazendo o que todo cidadão tem a possibilidade de fazer e tem o dever de fazer”, declarou.

A candidata também levantou a possibilidade de que sua condição de mulher e o fato de ser esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, estejam entre os fatores que provocariam resistência ao seu projeto eleitoral.

“Eu não sei se é porque eu sou mulher, eu não sei se é porque eu sou a esposa do Cláudio, eu não sei se ele está se sentindo acuado, se ele pensa que a nossa candidatura atrapalha a dele”, disse.

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Alessandra defendeu ainda que a disputa eleitoral seja definida pelo eleitor e afirmou que sua candidatura estaria ganhando força justamente por provocar reações dos adversários.

“Eu entendo que nós estamos no caminho certo, porque senão ele não estaria fazendo isso. Eu só gostaria que ele fosse mais homem e não jogasse baixo igual ele está jogando e fizesse uma disputa justa”, afirmou.

A pré-candidata reforçou que considera legítimo o direito de qualquer cidadão disputar uma eleição e pediu que a população tenha liberdade para decidir nas urnas.

“Deixar o povo escolher. O cidadão tem o direito de fazer a sua escolha, escolher o que é melhor para sua cidade, melhor para seu estado”, declarou.

Na sequência, Alessandra associou o discurso eleitoral às ações e investimentos realizados em Rondonópolis. Ela citou obras e serviços na área da saúde, o microrevestimento de vias e a ordem de serviço para o viaduto, além da duplicação do anel viário, destacando a parceria entre o município e o Governo de Mato Grosso.

“Nós não fazemos a política da pessoalidade. E, como eu falei, eu sinto muito por um homem velho daquele, velho na política, enxergar dessa forma, mas você tem uma oportunidade de mudar os seus pensamentos. Pense grande, vamos ser grande, vamos pensar numa Rondonópolis para todos”, concluiu.

As declarações colocam a disputa pela vaga na Assembleia em um novo patamar de confronto político, com Alessandra sinalizando que pretende manter a candidatura e enfrentar os adversários diretamente nas urnas.

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Política MT

Advogado compara Wellington Fagundes a “chupim” em crítica à aproximação de Janaína Riva com o PL

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Foto- Redes Sociais

O advogado de Rondonópolis e analista político Dr. Olivar, apoiador da deputada estadual Alessandra Ferreira, fez uma avaliação contundente sobre a movimentação política envolvendo a deputada estadual Janaína Riva, o MDB e o PL. A análise foi feita na manhã desta quinta-feira (10), durante participação no programa Bom Dia Cidade, da Rádio 104 FM.

Ao comentar a aproximação de Janaína Riva com o PL e o espaço ocupado pela direita em Mato Grosso, Olivar utilizou uma metáfora para definir o papel que atribui ao senador Wellington Fagundes no processo.

“Eu até falei carinhosamente, fiz um apelido para o Wellington Fagundes: ele é o chupim”, afirmou.

Segundo Olivar, a comparação faz referência ao comportamento do pássaro conhecido por colocar seus ovos no ninho de outras aves, deixando que elas façam o trabalho de incubação e criação.

Na avaliação do analista, Fagundes estaria tentando inserir Janaína Riva no “ninho” político construído pelo PL e pelo crescimento da direita em Mato Grosso.

“O PL sai gigante das urnas. Esse ninho não foi construído pelo Wellington Fagundes, não foi pelo carisma do Wellington Fagundes. O PL é outro ninho”, afirmou.

Olivar sustentou que o fortalecimento do PL não seria resultado exclusivamente da atuação individual de Fagundes, mas de uma transformação do cenário político e do crescimento do eleitorado de direita.

Para ele, a eventual entrada de Janaína no espaço político do PL representa uma disputa pelo controle dessa estrutura eleitoral.

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“Esse ninho construído, onde os eleitores de direita confiam, o Wellington Fagundes vem e coloca o ovo do chupim, que é a Janaína Riva”, declarou.

Disputa pelo eleitorado da direita

O analista também avaliou que uma candidatura ao Senado exige uma estratégia diferente daquela utilizada em eleições proporcionais.

Na visão de Olivar, Janaína Riva possui uma trajetória marcada pela capacidade de transitar entre diferentes grupos políticos, mas uma eventual candidatura majoritária exigiria também a conquista de uma parcela significativa do eleitorado identificado com a direita.

“Para ser deputada ela não depende [do voto da direita], mas como majoritária, para o Senado, ela sabe que depende”, afirmou.

Olivar questionou, então, quem estaria levando vantagem na aproximação: Janaína Riva ao entrar na estrutura do PL ou o próprio partido ao incorporar uma candidatura com estrutura política própria.

A metáfora do “chupim”, segundo ele, representa justamente essa disputa.

“Quem está usando a estrutura de quem?”, questionou.

Estrutura política

Durante a entrevista, Olivar também relacionou a trajetória eleitoral de Janaína Riva à estrutura política construída por seu pai, o ex-deputado estadual José Riva.

Ele argumentou que a ascensão eleitoral da deputada não poderia ser analisada apenas pelo aspecto pessoal ou pelo carisma, mas também pela estrutura política construída ao longo de décadas.

O analista classificou José Riva como um “animal político”, no sentido utilizado pela sociologia e pela ciência política, ao defender que estruturas políticas podem sobreviver aos próprios personagens que as construíram.

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A partir dessa leitura, Olivar avalia que a atual movimentação em torno de Janaína Riva seria parte de uma estratégia mais ampla de manutenção e expansão dessa estrutura política.

A análise, entretanto, é uma avaliação política apresentada por Olivar durante o programa, e não uma conclusão judicial ou constatação oficial sobre as articulações mencionadas.

No fim, a metáfora deixada pelo analista resume sua crítica: o PL construiu um ninho eleitoral identificado com a direita; agora, a disputa é para saber quem vai controlar esse ninho.

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