Mato Grosso
Presidente Jair Bolsonaro e governador participam da formatura de 506 policiais militares de MT
A Polícia Militar de Mato Grosso promoveu, na noite dessa terça-feira (19.04), 506 policiais, entre oficiais e praças, em solenidade realizada no pátio do Quartel do Comando-Geral da PM. A cerimônia contou com a presença do governador Mauro Mendes e do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Na solenidade, 20 oficiais foram graduados ao posto de primeiro-tenente. Já do grupo de praças, 18 foram promovidos ao posto de subtenente, 127 a primeiro-sargento, 305 a segundo-sargento e 11 a terceiro-sargento. Além disso, 25 policiais foram graduados ao posto de cabo.
O presidente Jair Bolsonaro discursou para a tropa, parabenizando todos os militares promovidos. “É uma satisfação muito grande estar em Mato Grosso e neste pátio sagrado da nossa Polícia Militar. A profissão de vocês é de risco, onde a única opção é sobreviver em benefício da sociedade. Este momento de promoção é um momento de muita alegria e satisfação, é o reconhecimento de longos anos de serviço, que agora vocês materializam com mais uma divisa em suas fardas”, disse.
Essa foi a primeira vez na história da PMMT em que um presidente da República esteve presente em uma formatura dos policiais.
O governador Mauro Mendes também ressaltou que a graduação dos militares é um reconhecimento pelos esforços diários. “Essa promoção glorifica o trabalho desenvolvido pelos nossos policiais militares, que, no desempenho de sua função, atuam diariamente para trazer mais segurança para todos os mato-grossenses. O evento vai ficar marcado de forma especial na memória de todos os promovidos”, afirmou.
Presidente da solenidade, o comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Correa Mendes, agradeceu a presença do presidente Jair Bolsonaro e do governador Mauro Mendes, e destacou o desempenho e merecimento dos policiais que alcançaram novos postos dentro da instituição.
“É um dia muito especial, onde, além de celebrarmos Tiradentes, que é o patrono de todas as polícias militares do Brasil, também comemoramos a graduação de oficiais e praças, onde o governador Mauro Mendes está promovendo mais de 500 policiais militares que trabalham em todos os municípios do Estado. Hoje, a família Polícia Militar está muito contente com esses atos de promoção”, afirmou o coronel Mendes.
Também participaram da cerimônia a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, o senador da República Wellington Fagundes, o deputado estadual Elizeu Nascimento, e a vereadora por Cuiabá Michelly Alencar, entre outras autoridades militares e civis.
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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