Mato Grosso
Presidente Maria Helena Póvoas participa de solenidade de entrega do Prêmio CNJ Viviane do Amaral
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, esteve no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, nesta terça-feira (30 de agosto) para receber presencialmente o Prêmio CNJ Viviane Vieira do Amaral.
A premiação contou com tribunais inscritos de todo o país e rendeu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso o primeiro lugar em iniciativas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres. O aplicativo “SOS – Botão do Pânico” foi a ação desenvolvida pelo TJMT, em parceria com a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT).
“É uma honra imensa receber esse prêmio, ver o nosso tribunal em destaque diante de grandes tribunais nacionais. Isso sinaliza que estamos caminhando no rumo certo, em direção a uma sociedade que respeita, valoriza, equipara e protege suas mulheres”, disse a presidente do TJMT.
A solenidade foi conduzida pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, que ressaltou a proteção dos direitos humanos como um dos eixos principais de sua gestão, que se encerra na próxima semana.
“Com essa satisfação que estou me despedindo do meu mandato é que cumprimento a todos que participaram desta edição do prêmio. Com a premiação, o CNJ busca fomentar o reconhecimento e a disseminação de ações concretas voltadas a integrantes do Poder Judiciário e sociedade em permanente vigília para o enfrentamento à violência contra a mulher. Acreditamos que somente com a mudança de cultura será possível concretizar nosso desejo de construir uma sociedade mais justa, igualitária, tolerante, respeitosa e menos violenta para as mulheres”, discursou.
A honraria recebeu mais de 160 inscrições em seis categorias. Na categoria tribunal, atrás do TJMT ficaram em 2º lugar o Tribunal de Justiça de São Paulo com o projeto Carta de Mulheres – Canais de Acesso Direto com TJSP e em 3º lugar o Tribunal de Justiça de Minas Gerais com o projeto Programa Justiça em Rede contra a Violência.
Participaram da solenidade diversas autoridades locais e nacionais, dentre elas o delegado-geral da PJC-MT, Mario Demerval, o corregedor-geral da Justiça recém-empossado, Luis Salomão, o sub-procurador-geral da República, Alcides Martins, a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, conselheiros e conselheiras do CNJ, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de magistrados e magistradas, servidores e servidoras do Poder Judiciário
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Fonte: Tribunal de Justiça de MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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