Política MT
Presidente regional do PL fala em “consequências” caso prefeito Cláudio Ferreira lance esposa por outro partido

Foto- Divulgação
O presidente regional do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho, subiu o tom ao comentar a possibilidade de o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), lançar a esposa, Alessandra Ferreira (sem partido), como pré-candidata a deputada estadual por outra legenda.
Durante entrevista concedida ao programa 105 Notícias, na tarde desta quarta-feira (18), Ananias afirmou que, caso Cláudio — que atualmente preside o diretório municipal do PL em Rondonópolis — opte por filiar a esposa ao Podemos, poderá sofrer “consequências” dentro da sigla.
A declaração foi interpretada nos bastidores políticos como uma advertência direta ao prefeito, que ocupa posição estratégica no partido no município. Segundo interlocutores, a cúpula estadual do PL vê com resistência qualquer movimentação que fortaleça outra legenda, especialmente em um cenário pré-eleitoral que exige alinhamento interno.
Cláudio Ferreira, além de chefe do Executivo municipal, é presidente do PL em Rondonópolis. A eventual candidatura de Alessandra por outro partido é vista como quebra de unidade partidária, o que pode resultar em medidas disciplinares previstas no estatuto da legenda — como afastamento da presidência municipal ou outras sanções políticas.
Nos bastidores, lideranças avaliam que o embate expõe uma disputa interna por espaço e protagonismo nas eleições de 2026. A fala de Ananias, considerada dura por aliados do prefeito, evidencia que o PL estadual pretende manter controle sobre as candidaturas estratégicas no Estado.
Até o momento, o prefeito Cláudio Ferreira não se pronunciou oficialmente sobre as declarações.
O episódio abre mais um capítulo na articulação política em Mato Grosso, onde alianças e fidelidade partidária começam a ser testadas antes mesmo da definição formal das candidaturas.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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