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Mato Grosso

Primeira-dama de MT destaca avanços no combate à violência com criação de superintendência e coordenadoria especializadas às mulheres

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, anunciou, nesta terça-feira (30.01), a criação da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres – SER Família Mulher, durante a primeira reunião da Câmara Temática da Defesa da Mulher.

Agora, a gestão do Núcleo Estadual de Políticas para Mulheres (NEPOM), órgão vinculado à Secretaria Adjunta de Direitos Humanos, será feita por meio da superintendência, sob a gestão da Secretaria de Estado de Ação Social e Cidadania (Setasc).

Outra conquista foi a implantação da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, voltada às garantias dos direitos das mulheres e vulneráveis, sob competência da Polícia Judiciária Civil, conforme Lei Complementar 787/24.

Para a primeira-dama, que é a idealizadora do programa SER Família Mulher e tem atuação ativa na defesa às mulheres em situação de violência e vulneráveis, constantemente chamando a atenção para leis mais duras para o combate aos crimes de feminicídio, a coordenadoria e a superintendência foram criadas em tempo recorde e serão fundamentais na luta contra a violência.

“Nós precisamos agir o mais rápido possível. Com a criação da coordenadoria e superintendência, teremos mais êxito no combate aos crimes de violência doméstica e contra vulneráveis. As mulheres podem ter certeza que terão atendimento digno, principalmente, nos momentos que mais precisam”, afirmou Virginia Mendes.

“Quero agradecer a mobilização do secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, foi muito importante. Depois das reuniões que tivemos em dezembro, com pessoas qualificadas e comprometidas, foi possível agilizar a lei complementar, por meio do deputado Beto, com o apoio do deputado Max Russi, que é nosso companheiro no social; o secretário Basílio que também foi ágil para que essa lei fosse aprovada, e a todos que participaram conosco, porque a união faz a força. Considero a data de hoje um marco histórico pra nós. Também sou grata pela atenção do governador Mauro Mendes, por estar sempre ao meu lado e me apoiar nesta luta incansável”, agradeceu a primeira-dama de MT.

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O secretário de Estado de Segurança Pública falou sobre o atendimento ampliado da coordenadoria. “Um ponto que a senhora observou é que, além da defesa da mulher, o atendimento fosse estendido às crianças, idosos e pessoas em vulnerabilidade, então isso foi um avanço muito grande para a população e para a segurança pública”.

“Há anos buscávamos por essa coordenadoria, por várias vezes tentamos, e conseguimos graças a habilidade da primeira-dama Virginia Mendes, que uniu todos os esforços”, completou, a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

A delegada Jannira Laranjeira destacou que a coordenadoria vai padronizar os atendimentos da Polícia Civil e ampliar as ações a todos os municípios.

“Nós queremos a regionalização e a ampliação das ações. E, com a ‘Casa de Euridice’, nome que escolhemos para o sistema de atendimentos virtuais, vamos conseguir fazer essa rede integrada de atendimentos, junto com a Setasc. A gente pensou nesta homenagem, com o nome da saudosa mãe da primeira-dama, pois ela representa o espírito da ampla justiça, e porque a dona Virginia é merecedora, pelo divisor de águas que ela representa para todos nós”, disse a delegada.

Virginia Mendes ficou emocionada com a homenagem com o nome de sua mãe. “A ‘Casa de Euridice’, é uma homenagem que eu não esperava, estou emocionada e muito grata”.

“Filha de Euridice, que sensibilidade. Virginia Mendes eu a conheço na luta em favor das mulheres, eu a conheço no auge da pandemia olhando, detalhe por detalhe, da brinquedoteca da Delegacia 24 Horas da Mulher. Que bom a gente poder estar nesta rede, o enfrentamento da violência contra a mulher só é verdadeiro quando se faz em rede. Eu cansei de participar de reuniões pelo Brasil afora, onde falavam que estavam aplicando políticas públicas nas capitais, mas é aqui em Mato Grosso que temos o SER Família Mulher, que está a serviço de todas as mulheres, graças ao amor e foco da filha de Euridice, Virginia Mendes”, comemorou a vice-presidente do Tribunal de Justiça, Maria Erotides Kneip.

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O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz, pontuou sobre o desafio do combate à violência contra a mulher e vulneráveis. “O Ministério Público ofereceu mais de cinco mil denúncias. O nosso desafio é gigantesco, mas a sua iniciativa, dona Virginia, a sua capacidade e a sua sensibilidade de reunir pessoas que têm o mesmo sentimento, nos traz um espírito de esperança de que iremos conseguir minimizar esse estrago que a violência doméstica faz na vida de toda nossa sociedade”.

Responsável pelo texto que alterou a Lei Complementar, o deputado estadual Beto Dois a Um comentou que o Estado mais uma vez sai na frente no combate aos crimes contra as mulheres e vulneráveis.

“Todos os deputados participaram de forma unânime para que a Lei Complementar fosse aprovada e implantada o mais rápido possível. Mato Grosso mais uma vez sai na frente no combate ao crime contra as mulheres, graças à dedicação da primeira-dama Virginia Mendes, que não tem medido esforços para adquirir mecanismos em defesa das mulheres em situação de violência e dos vulneráveis”, falou ele.

De acordo com a Lei Complementar, as coordenadorias têm a missão de: dirigir, supervisionar, assessorar, assistir, apoiar, articular, controlar e acompanhar as políticas públicas e ações voltadas às garantias dos direitos das mulheres e vulneráveis no âmbito a Polícia Judiciária Civil.

Daniela Maidel explicou o objetivo das coordenadorias. “Agora teremos capacidade para coordenar a política de atendimento às mulheres e vulneráveis de forma macro e padronizada, ou seja, não haverá diferenças no atendimento, independente dela ser de Rondonópolis ou Confresa. Além disso, a representatividade que essa decisão traz, nós vamos poder falar sobre violência doméstica em várias esferas e seremos referência”.

A delegada-geral Daniela Maidel também fez uma analogia sobre o combate à violência doméstica. “Nem sempre esse trabalho foi fácil. Nós vivemos tempos muito difíceis, onde falar sobre violência contra mulher era um assunto deixado de lado, e hoje vivemos um momento ímpar, porque nos últimos cinco anos a PJC tem passado por uma reestruturação e tecnologia. Dona Virginia a senhora sabe bem a importância do seu papel nessa conquista, nossa gratidão”.

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A câmara temática faz parte do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Participaram do evento a senadora Margareth Buzetti; a deputada federal Gisela Simona; secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; o deputado estadual Max Russi; procurador-geral do Estado, Francisco Lopes; os secretários de Estado de Segurança Pública, Cesar Roveri, de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, e de Comunicação, Laice Souza; defensora-geral Maria Luziane Ribeiro; comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Alessandro Borges; Comandante-geral adjunta da PM, Franciany Lacerda; diretor da Politec, Rubens Okada; juíza de Direito, Ana Graziela; promotor de justiça Tiago Souza; a presidente da OAB, Gisela Cardoso; e representando a Câmara de Vereadores de Cuiabá, Dilemário Alencar.

Sobre a ‘Casa de Euridice’

A casa de Euridice é um projeto criado, pensado e inspirado na mãe da primeira-dama Virginia Mendes, saudosa Euridice Gomes da Silva, porque ela foi uma guerreira como todas as mulheres mato-grossenses, mas Euridice é muito especial, porque o seu nome significa ‘ampla justiça’. A ideia é propagar o Espírito da Casa de Euridice por todo Estado de MT, levando o princípio da ampla justiça e o acolhimento humanizado às vítimas de violência doméstica, como se houvesse uma mão invisível por trás de tudo, fazendo com que os serviços sejam padronizados, qualificados e certificados e que cheguem até as mulheres que necessitam da mão do Estado.

A metodologia proposta visa acolher e garantir proteção integral às mulheres e vulneráveis, prevenindo o agravamento de situações de violência e negligência, oportunizando o acesso aos órgãos de justiça e à rede de proteção social. Tudo sob a tutela da Filha de Euridice: Virginia Mendes.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

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A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.

Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.

“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.

A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.

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Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.

Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.

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A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.

Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.

Fotos: Josi Dias | TJMT 

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Mato Grosso

Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos

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O Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) em Juscimeira (161 km de Cuiabá) garantiu que uma pequena propriedade rural de menos de 36 hectares utilizada para agricultura familiar por um casal de idosos não pode ser penhorada. O imóvel estava prestes a ser leiloado judicialmente, o que obrigaria a família a sair do local onde residem.

Tudo começou no ano de 1997 quando E.P.C. foi avalista de um empréstimo realizado por um amigo em uma nota de crédito rural no valor de R$ 10.338 junto a um banco. Devido ao não pagamento da nota de crédito, o banco propôs uma ação de cobrança judicial contra o devedor e E.P.C., que, mesmo sem ser o devedor real, teve o seu único imóvel rural penhorado.

Com o objetivo de retirar a penhora, o defensor público Denis Thomaz Rodriguez demonstrou no processo que o imóvel era o único bem de propriedade de E.P.C., de 79 anos de idade. O local onde ele e a esposa desenvolvem atividade agrícola de subsistência com a criação de gado leiteiro e cultivo da terra para sustento próprio, possui uma área de 36,30 hectares, o que, de acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), corresponde a menos de um módulo fiscal rural.

O módulo fiscal rural é uma unidade de medida agrária, expressa em hectares, definida pelo Incra para cada município brasileiro. Ele representa a área mínima que uma propriedade precisa ter para que sua exploração seja economicamente viável e sustente uma família. Em Juscimeira, um módulo fiscal corresponde a 60 hectares.

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“O imóvel estava na iminência de ser avaliado e levado a leilão judicial, o que significaria a perda definitiva do lar e da fonte de renda da família. A Constituição Federal garante que a pequena propriedade rural, desde que trabalhada pela família, não pode ser penhorada para pagamento de dívidas. Essa proteção é um direito fundamental indisponível”, explica o defensor.

Para que a pequena propriedade rural seja protegida contra penhora é necessário comprovar dois requisitos cumulativos. O primeiro é o critéria de tamanho, quando a área do imóvel deve ser de até quatro módulos fiscais do município onde se localiza. O segundo é o da exploração familiar, ou seja, o imóvel deve ser trabalhado diretamente pela família, servindo como fonte de subsistência, ainda que complementar a outras rendas, como aposentadoria.

A decisão proferida pelo juiz da Vara Única de Juscimeira, Alcindo Peres da Rosa, reconheceu os argumentos apresentados pela DPEMT e determinou a retirada imediata da penhora do imóvel. “O imóvel do executado, com 36,30 hectares, representa apenas 0,605 do módulo fiscal, enquadrando-se, com folga, no conceito legal de pequena propriedade rural. Quanto ao requisito do trabalho familiar, os documentos juntados são consistentes. Os resumos de pagamento de leite comprovam a existência de atividade produtiva contínua (pecuária leiteira) no imóvel. (…) Com tais considerações, e com fundamento no artigo 5º, inciso XXVI, da Constituição Federal, e no artigo 833, inciso VIII, do Código de Processo Civil declaro a impenhorabilidade do imóvel rural”, diz trecho da decisão assinado na última terça-feira (14).

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Para Denis Thomaz Rodrigues, a decisão não só beneficiou o casal de idosos que estava prestes a perder o único bem familiar, mas, ao reconhecer que o im´óvel não podia ser penhorado, o juízo abriu um precedente para que produtores rurais da região se sintam mais tranquilos para produzir em suas terras.

“O município de Juscimeira possui grande extensão territorial e centenas de propriedades rurais de pequeno porte, muitas delas trabalhadas por famílias de agricultores que tiram da terra o seu sustento. É comum esses produtores, por solidariedade familiar ou desconhecimento das consequências jurídicas, assinem como avalistas ou fiadores em financiamentos rurais de parentes e vizinhos. Quando o devedor principal não paga, o banco pode buscar a penhora dos bens do avalista, incluindo o imóvel rural onde a família vive e trabalha. A decisão proferida neste caso confirma que a lei protege a pequena propriedade rural familiar contra qualquer tipo de penhora, independentemente da origem da dívida ou da condição do proprietário como devedor principal ou garantidor”, diz o defensor.

Por Paulo Henrique Fanaia
16 de Julho de 2026 – 16:08
Foto: Janaiara Soares

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Mato Grosso

Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor

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O Sebrae/MT atua com consultorias, capacitações e eventos para promover o crescimento das empresas que integram todo o ecossistema do turismo

Foto-Assessoria

 
Nos primeiros seis meses de 2026, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) realizou mais de 55 mil atendimentos voltados ao setor de turismo, beneficiando 14.963 clientes. A maior parte foi destinada aos microempreendedores individuais (MEI), com 8.228 atendimentos, seguido das microempresas (ME), com 5.507 e pelas empresas de pequeno porte (EPP).
Um desses atendimentos marcou a trajetória do empreendedor Willian Marques, proprietário da Five Adventure, agência de turismo receptivo sediada em Cáceres. A empresa surgiu em 2022, quando ele decidiu investir no segmento e acumulou sozinho todas as funções da empresa, desde vender, organizar e planejar roteiros turísticos da região que contempla o bioma Pantanal Mato-grossense.
Em menos de quatro anos, o empreendedor celebra os resultados com a inauguração da primeira sede física da agência. O empreendimento, que começou com um único colaborador, hoje soma outros nove profissionais, entre eles o sócio João Paulo Barbieri, guias turísticos e equipe de vendas e atendimentos.
Ao ser questionado sobre esse crescimento, o empresário foi enfático: “O Sebrae/MT esteve comigo desde o início. Eu já tinha uma perspectiva de trabalhar com uma agência de turismo, mas esse desejo se intensificou no pós-pandemia. Busquei conhecimento e participei de inúmeros projetos da instituição para ampliar minha participação no cenário turístico”, afirmou.
Entre as ações, Willian destaca o Programa Pró Pantanal do Sebrae/MT, criado para promover o desenvolvimento sustentável e gerar renda nos eixos do turismo, gastronomia, economia criativa e agronegócio. De posse das informações sobre os atrativos da região, o empreendedor enxergou oportunidades nas atrações gastronômicas, culturais, aventura, arte e a natureza exuberante do Pantanal.
Outro diferencial, segundo o empresário, foram as Rodadas de Negócios da Feira Internacional de Turismo (FIT Pantanal), que aproximam as atrações turísticas de Mato Grosso de operadores nacionais e internacionais. “Estruturei toda a empresa com o apoio do Sebrae/MT. Fiz consultorias em marketing, gestão financeira, gestão empresarial, turismo, acesso a editais e recursos governamentais, dentre outros. Também participo ativamente da programação disponibilizada pela instituição”, frisou.
Ecossistema do turismo
As principais ações desenvolvidas pelo Sebrae Mato Grosso junto à Five Adventure estão a estruturação da empresa por meio do Programa ART – Agente de Roteiros Turísticos, elaboração de pesquisa de mercado, construção e validação do modelo de negócio, formatação da empresa e definição do posicionamento estratégico, organização do portfólio inicial de produtos e experiências turísticas e integração da agência com outros empreendimentos atendidos pela instituição. A iniciativa fortaleceu a cadeia regional do turismo e ampliou a oferta de atrativos aos visitantes.
A gerente Regional do Sebrae/MT em Cáceres, Cirlene Espicaski, destacou as atividades desenvolvidas na região em prol do turismo. “A Regional Sudoeste continua atuando no turismo, com destaque para o setor de alimentos e bebidas e para o trabalho de Agente de Roteiros Turísticos. A proposta é mapear as vocações locais, conectar pequenos negócios (hospedagens, gastronomia, agronegócio), fortalecer a governança e estruturar produtos de turismo de experiência prontos para comercialização nacional e internacional”.
De acordo com ela, o Sebrae Mato Grosso está atuando em parceria com algumas prefeituras na elaboração do inventário turístico e dos Plano Municipal do Turismo, reconhecendo o setor como vetor de desenvolvimento econômico e social.
O ecossistema do turismo reúne empreendimentos de restaurantes, hotéis, transporte de passageiros, comércio varejista, locação de veículos, ensino de arte e cultura, produção fotográfica, entre outros segmentos
A Five Adventure inaugura sua sede na tarde desta quinta-feira (16.07), na Rua Coronel Farias, Nº380, na região central de Cáceres. Para conhecer mais os roteiros turísticos e demais serviços da empresa acesse o site https://fiveadventure.com.br/
Veja Mais:  MEC autoriza pedido de Jayme Campos para curso de medicina no Vale do Araguaia
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