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Mato Grosso

Primeira-dama de MT e comitiva do estado trocam informações com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de SP

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A visita da primeira-dama de MT, Virginia Mendes, à Secretaria de Estado de Segurança de São Paulo (SSP-SP), nesta quarta-feira (14.08), teve a finalidade de trocar experiências sobre o programa SER Família Mulher, implementado com a rede de Segurança Pública de MT, com as boas práticas aplicadas em SP, com o particular interesse em avançar na proteção e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica.

Recebida pelo secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, a primeira-dama Virginia Mendes, juntamente com os secretários de Estado de Segurança Pública de MT, Cel. César Roveri, de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Cel. Grasi Bugalho, e a delegada-geral da Polícia Judiciária Civil, Daniela Maidel, falaram do trabalho integrado realizado entre as forças de segurança mato-grossenses para enfrentar os desafios comuns e diários.

Para a primeira-dama Virginia Mendes, que, a partir do programa SER Família Mulher, garantiu a união das forças de segurança pública do estado com o fortalecimento da rede de enfrentamento, conhecer de perto os avanços do maior estado brasileiro é importante para aprimorar ainda mais as ações implementadas.

“Saio da reunião com uma imensa bagagem de conhecimento. A nossa intenção é aprimorar as práticas em nosso estado e garantir que as estratégias sejam aplicadas com excelência, qualidade e eficiência que o Governo de MT prioriza”, disse Virginia Mendes.

Segundo o Cel. Roveri, as trocas de experiências são importantes para a evolução das políticas de segurança e proteção para os mato-grossenses. “Aqui, vivenciamos serviços integrados que têm surtido bons resultados. Já temos projetos efetivos lá, mas queremos estender essa rede e dar o máximo de suporte que pudermos às vítimas de violência doméstica”, ratificou.

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O secretário Guilherme Derrite observou que, anteriormente, as iniciativas eram isoladas e não compartilhadas entre as instituições, e que, a partir da integração, melhorias expressivas ocorreram, elogiou a atuação do Governo de MT junto as forças de segurança. “Recentemente estive em Mato Grosso, e pude acompanhar presencialmente o quanto o Governo do Estado apoia as forças de segurança e investe em estrutura. Com o avanço da integração e coordenação, como a implementação da Delegacia da Mulher (DDM) online durante a pandemia, permitimos os registros de ocorrência de violência doméstica de forma eletrônica”, explicou Derrite.

“O Sistema de Informações e Prevenção dos Crimes Contra a Mulher foi desenvolvido para melhorar a proteção da mulher, com a criação do Núcleo Estratégico Interdisciplinar sobre os crimes e a promoção da integração de dados entre diversos sistemas”, explanou a delegada responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher 24 Horas, Claudia Nogueira.

A delegada-geral Daniela Maidel comentou que, sob a liderança da primeira-dama Virginia Mendes, o estado de MT tem investido significativamente nas forças de segurança, juntamente com a área social, no combate à violência doméstica. “A continuidade das ações é muito importante, e nossa primeira-dama de Estado tem essa visão. Por isso, estamos conseguindo aperfeiçoar ferramentas e estratégias para melhorar cada vez mais o nosso trabalho e devolver resultados”, salientou Maidel.

“Observamos aqui que temos viabilidade para adaptar as nossas políticas de segurança pública de nosso estado às melhores práticas de São Paulo. Temos uma realidade diferente, mas a dona Virginia tem esse olhar de buscar iniciativas para que possamos realmente efetivar nossas ações”, avaliou Cel. Grasi Bugalho.

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Entre as principais iniciativas implementadas em São Paulo estão o aplicativo SP Mulher Segura, que facilita o registro de boletins de ocorrência pela vítima, permitindo a inclusão de imagens e oferecendo um botão de pânico; a expansão das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) para mais localidades no interior do estado, incluindo a criação de salas DDMs com atendimento 24 horas; e o rastreamento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas via GPS.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Mato Grosso

Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.

Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.

Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.

Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.

No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.

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Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.

Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.

Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.

Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.

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Mato Grosso

MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.

A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.

“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.

O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.

Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.

Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.

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A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.

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