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Processo de cassação de Medeiros ao senado pode ser anulado

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A juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), se declarou suspeita para julgar ações que envolvam o governador Pedro Taques (PSDB). Vanessa citou a delação premiada do empresário Alan Malouf, que indicou que o marido dela, o também empresário Erivelto Gasques, teria sido um dos responsáveis por montar um esquema de caixa 2 na campanha de Taques ao Governo em 2014.

A exceção de suspeição da juíza foi feita em uma ação movida pelo PDT contra Taques por uma suposta utilização eleitoreira do projeto Caravana da Transformação. A decisão pode afetar outros processos de Taques julgados por Vanessa Gasques. O voto dela foi utilizado para cassar o mandato do senador José Medeiros (Podemos) e isentar Taques por uma suposta fraude na ata que registrou as candidaturas de ambos ao Senado em 2010.

A juíza se disse “plenamente capaz e imparcial para julgar ações eleitorais” envolvendo Taques, mas decidiu se afastar para não causar desgastes ao TRE.

“Tendo em vista os fatos relatados recentemente na imprensa mato-grossense, acerca de declarações do Sr. Alan Malouf, e com o escopo de preservar esta magistrada e este Egrégio Tribunal de maiores desgastes, faço a opção, doravante, de não mais relatar e nem participar de julgamentos que envolvam o Sr. José Pedro Gonçalves Taques”, escreveu a juíza

“Desta forma e mantida essa premissa, a qual reafirmo, tendo em vista os fatos relatados recentemente na imprensa mato-grossense, acerca de declarações do Sr. Alan Malouf, e com o escopo de preservar esta magistrada e este Egrégio Tribunal de maiores desgastes, faço a opção, doravante, de não mais relatar e nem participar de julgamentos que envolvam o Sr. José Pedro Gonçalves Taques”, escreveu a juíza no processo movido pelo PDT.

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O marido de Vanessa, Erivelto Gasques, era sócio do grupo City Lar, que foi incorporado à rede Ricardo Eletro. Ele doou R$ 500 mil para a campanha de Taques ao Governo em 2014 e, de acordo com a delação de Alan Malouf, teria ajudado a cobrir R$ 7 milhões em dívidas de caixa 2 depois do fim da eleição.

As doações declaradas foram feitas pelas empresas Dismobras Importação e Exportação e Distribuição de Móveis e Eletrodomésticos S/A, Nordeste Participações S/A e WG Eletro S/A. Erivelto Gasques é sócio das três e figurava como presidente delas até maio de 2015.

Em seu parecer pelo afastamento da juíza da ação movida pelo PDT, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Ministério Público Federal (MPF) lembrou que, além da doação de campanha, as empresas de Erivelto Gasques têm negócios com o Governo do Estado sob a gestão de Taques.

O Governo alugou, em fevereiro de 2018, um galpão de propriedade de Erivelto no Distrito Industrial onde funciona o Centro Logístico de Armazenamento e Distribuição do Estado de Mato Grosso (CELAD-MT). O contrato com a CD Oeste Eletro S/A, que fazia parte do grupo City Lar, é de R$ 9 milhões e foi feito meio de dispensa de licitação.

Fraude na ata e cassação de Medeiros

O mandato do senador José Medeiros foi cassado pelo TRE em julho deste ano. Ele era suplente de Taques, que foi eleito em 2010 para o Senado, antes de se tornar governador.

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O empresário Paulo Fiuza briga, desde aquele ano, para que a Justiça Eleitoral declare nulo o registro de candidatura de José Medeiros como primeiro suplente. Fiuza alega que ele era o primeiro suplente da chapa “Mato Grosso Melhor Pra Você” desde que Zeca Viana desistiu do cargo para disputar a deputado estadual – Medeiros seria o segundo suplente e não deveria, portanto, ter assumido a cadeira no Senado.

O Ministério Público emitiu parecer nos autos pela cassação do mandato de Medeiros afirmando que ele teria sido o único beneficiário de uma possível fraude na ata de registro das candidaturas.

Medeiros foi cassado por unanimidade pelo TRE. Relator da ação, o juiz Ulisses Rabaneda, determinou também a cassação do diploma de senador de Taques e a perda dos direitos políticos, mas a medida foi rejeitada pelo pleno do TRE, que acompanhou o voto da revisora do processo, a juíza Vanessa Curti Perenha Gasques.

A cassação foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que entende que este tipo de medida só pode passar a valer depois que o órgão superior julgar a questão.

Da redação com Repórter MT

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Mendes defende Pivetta e diz que escolhas ruins podem quebrar MT

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O ex-governador defendeu o colega do Republicanos como capacitado para garantir uma gestão com quatro anos de prosperidade

O governador Mauro Mendes Crédito – Cristiano Antonucci/Secom

O ex-governador Mauro Mendes (União), na terça-feira (07), afirmou nas redes sociais que escolhas ruins na eleição para Governo do Estado podem gerar “consequência desastrosas” como corrupção e incompetência para Mato Grosso. 

Além de apoio à reeleição do seu antigo vice e atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), a publicação soou como recado aos demais pré-candidatos. Os principais rivais cotados são o senador Wellington Fagundes (PL), senador Jayme Campos (União), empresário Marcelo Maluf (PSDB), ex-prefeito José Carlos do Pátio (PV) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).

A duração que ficou: escolhas ruins trazem consequência desastrosas. Mato Grosso já viveu isso antes…Há um certo tempo, votamos em quem só trouxe corrupção. Em seguida, em quem quase quebrou o Estado por incompetência”, afirmou.

Mendes classificou Pivetta como capacitado para garantir quatro anos de prosperidade para o desenvolvimento de Mato Grosso. 

Em outubro deste ano, também teremos a oportunidade de fazer boas ou más escolhas Podemos escolher 4 anos de prosperidade ou 4 anos da fusão de corrupção e incompetência. Qual será a nossa decisão?”, questionou.

“O vexame da Seleção Brasileira foi só o resultado desastroso de uma série de escolhas ruins. Na política, os mato-grossenses já sofreram o efeito disso em épocas passadas, quando elegemos políticos que deram as costas para o povo. Qual decisão vamos tomar esse ano?”, concluiu.

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Jayme Campos critica apoio de Mauro a Pivetta e diz que convenção decidirá futuro do União Brasil

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O senador Jayme Campos, em discurso ao lado do Ex-governador Mauro Mendes Crédito – Mayke Toscano/Secom

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), afirmou que a convenção estadual do partido, marcada para 30 de julho, definirá se a sigla terá candidatura própria nas eleições de 2026. Durante entrevista nesta terça-feira (7), ele criticou o apoio antecipado do ex-governador Mauro Mendes ao governador Otaviano Pivetta, alegando que a decisão foi anunciada sem consulta às lideranças do União Brasil. Jayme disse que manterá sua pré-candidatura e defenderá que a definição seja tomada de forma democrática pelos convencionais do partido.

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PL intensifica articulação para 2026 e reúne principais lideranças em Rondonópolis

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Senador Wellington Fagundes

O Partido Liberal (PL) realiza na próxima segunda-feira (6), às 19h, uma reunião política em Rondonópolis que marcará mais uma etapa da articulação da legenda para as eleições de 2026 em Mato Grosso. O encontro acontece na Chácara Zaeli e deve reunir filiados, lideranças e apoiadores da região sul do Estado.

Entre os participantes confirmados estão o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado; o deputado federal José Medeiros, que disputará uma vaga no Senado; o empresário Odílio Balbinotti, pré-candidato a primeiro suplente de Medeiros; o secretário estadual do PL Zé Márcio Guedes, pré-candidato a deputado estadual; e o deputado federal Rodrigo da Zaeli, que buscará a reeleição.

Além de fortalecer a organização do partido em Rondonópolis, a reunião será utilizada para alinhar estratégias eleitorais, mobilizar a militância e ampliar o diálogo com as lideranças locais. O encontro também deve abordar o cenário político estadual e nacional, consolidando o início da pré-campanha do PL em Mato Grosso.

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