Mato Grosso
Procon-MT e Concel -MT mantêm decisão de recorrer em relação ao aumento da tarifa de energia
O Procon estadual e o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Mato Grosso (Concel-MT) mantiveram a decisão de recorrer em relação ao aumento da tarifa de energia elétrica no estado. A medida foi reafirmada após as instituições se reunirem, nesta segunda-feira (15.04), com a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT).
O encontro teve como objetivo esclarecer pontos da metodologia adotada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na aprovação do reajuste tarifário. Ainda nesta segunda, o Concel-MT protocolou junto à Aneel o pedido de reconsideração do aumento da energia elétrica em Mato Grosso.
Para a secretária adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, Gisela Simona, durante a apresentação da Ager foi possível verificar e confirmar que a metodologia adotada pela Aneel atualmente deixa o consumidor em situação desvantajosa. Por isso o órgão de proteção ao consumidor manteve a decisão de recorrer.
“Temos garantias concedidas às empresas que oneram muito o consumidor. O risco hidrológico – que já havíamos apontado – fica na conta do consumidor, tendo a empresa, unilateralmente, o poder de tirar ou não esse percentual. Há ainda o IGPM [Índice Geral de Preços-Mercado] que agravou o que será pago em 2019”, frisou Gisela.
Os dados apontam, mais uma vez, que é preciso mudar a metodologia para a aprovação reajustes tarifários da energia, “sob o risco do pagamento de energia se tornar insustentável para os consumidores em um futuro próximo”, alertou a secretária adjunta do Procon-MT,
O reajuste tarifário para os consumidores da Energisa Mato Grosso (EMT) foi aprovado pela agência reguladora nacional no dia 02 de abril de 2019 e passou a ser cobrado a partir do dia 08 do mesmo mês. O pedido de reconsideração dentro do prazo legal – até 17 de abril – abre a possibilidade de discutir a questão judicialmente, dependendo da resposta da Aneel.
Além de esclarecer pontos do reajuste de energia, as reuniões entre Procon-MT, Concel-MT e Ager-MT também têm papel fundamental na aproximação das instituições, visando melhorar os serviços prestados ao cidadão mato-grossense. “A Ager é que fiscaliza em nome da Aneel em Mato Grosso, enquanto que o Procon recebe as reclamações. Então o órgão de defesa do consumidor tem o papel de alertar sobre os locais com maior índice de problemas para que a fiscalização aconteça”, explicou Simona.
O mesmo foi destacado pela diretora de Energia e Saneamento da Ager, Gisele Rios. “Pudemos, hoje, nivelar vários itens sobre o reajuste da tarifa de energia elétrica no estado, além de outras demandas que Procon e Concel têm recebido em relação à energia elétrica. Todos temos o mesmo objetivo, que é a melhoria da prestação de serviços ao cidadão, e juntos podemos analisar esses aspectos e atuar em prol do usuário”.
Saiba mais: Concel-MT fará pedido de reconsideração no reajuste da energia em MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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