Mato Grosso
Procons municipais aderem ao Mutirão da Negociação 2019

Os Procons municipais irão somar forças ao Procon estadual para realizar o Mutirão da Negociação versão online, entre os dias 09 e 13 de setembro, em comemoração aos 29 anos do Código de Defesa do Consumidor. A ação vai atender consumidores que possuem dívidas com bancos, cartões e instituições que fornecem crédito. A negociação será exclusivamente pela plataforma www.consumidor.gov.br .
Procons de aproximadamente 30 municípios, distribuídos por todas as regiões do Estado, vão apoiar a ação. Assim como o Procon-MT, as instituições vão disponibilizar pessoal e computadores para ajudar o cidadão que não possui computador e/ou internet a elaborar a proposta de negociação da dívida.
Confira a lista dos Procons municipais que aderiram ao Mutirão de Negociação 2019
1- Nova Ubiratã;
2 – Tangará da Serra;
3- Diamantino;
4- Tapurah;
5 – Cáceres;
6 – São José do Rio Claro;
7 – Castanheira;
8 – Colíder;
9 – Juína,
10- Sorriso;
11 – Sinop;
12 – Mirassol d’Oeste;
13 – Alto Taquari;
14- Pedra Preta;
15 – Várzea Grande;
16 – Confresa;
17 – Nobres;
18 – Poconé;
19 – Primavera do Leste;
20 – Brasnorte;
21 – Nova Mutum;
22 – Barra do Garças;
23- Lucas do Rio Verde;
24- Sapezal;
25 – Campo Novo do Parecis;
26 – Rondonópolis;
27- Comodoro;
28- Pontes e Lacerda;
29 – Aripuanã;
30 – Carlinda;
31- Paranatinga;
32- Chapada dos Guimarães;
33- Campos de Júlio;
34- Jauru
Para a coordenadora do Procon de Poconé, Jossielma Alves da Silva, o consumidor endividado tem neste mutirão uma oportunidade de “ouro” para negociar diretamente com a instituição credora, “algo muito difícil de acontecer em outras ocasiões e que pode solucionar muitas dores de cabeça”, afirmou.
Jossielma aproveita para convidar a população de Poconé a buscar o Procon municipal durante os dias do mutirão, na Praça da Matriz, ao lado da Câmara de Vereadores. Lá será disponibilizado à população computadores e uma equipe de servidores exclusivamente para apoiar no registro da negociação de cada cidadão.
Como participar do mutirão
Por ser um mutirão 100% online, as condições especiais serão ofertadas apenas aos consumidores que realizarem o pedido por meio do www.consumidor.gov.br entre a 00h do dia 09 e as 23h59 do dia 13 de setembro. Para isso,o primeiro passo é fazer o cadastro na plataforma, usando um e-mail válido.
Com o cadastro efetuado, selecione o banco ou a operadora de crédito com a qual deseja negociar e, então, forneça todas as informações necessárias, inclusive uma proposta. Será possível rever juros, parcelas e conseguir facilidades nas condições de pagamento de acordo com a capacidade financeira do consumidor.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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