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Produtores rurais da região oeste cobram mais investimentos e infraestrutura

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O deputado Dr. Gimenez disse que o enfrentamento aos problemas da região passa necessariamente pelo fortalecimento da agricultura familiar

Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

Produtores rurais de 22 municípios da região oeste que participaram de uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em São José dos Quatro Marcos, no dia 22, cobraram melhor suporte técnico, estrutura e investimentos do governo e alegaram que estão hoje “abandonados” no campo. 

O deputado Dr. Gimenez (PV) explica que o intuito do evento foi justamente dar voz à população, promovendo uma gestão participativa que, ao invés de levar respostas prontas e muitas vezes desconectadas com a realidade do produtor, busca ir à fonte das informações para saber das demandas, desafios e da vocação de cada município. 

“É importante destacar que essa região é essencialmente rural, portanto, toda e qualquer transformação vai exigir o fortalecimento dos pequenos produtores em suas desigualdades e diferenças”. Ele reforçou que, como resultado da audiência e do 1º Fórum da Agricultura Familiar na Região Oeste, um plano será montado para embasar ações do Poder Executivo. 

Na avaliação do deputado federal José Medeiros (PODE), mais de 80% dos problemas referentes à agricultura familiar no Brasil esbarram em desafios de regularização fundiária, entraves ambientais e sanitários, que impedem que o pequeno produtor consiga fazer chegar o produto até as gôndolas dos supermercados. Para o prefeito de Araputanga, Joel Marins, a crise enfrentada pela pecuária de leite precisa ser olhada urgentemente

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Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

“Temos hoje um passivo fundiário e ambiental muito grande que carecem de regularização. Quem não tem o título definitivo não consegue financiamento e não tem competitividade no mercado, o que acaba gerando verdadeiras favelas rurais, onde as famílias vivem em condições de pobreza e passam fome, fazer uma audiência pública para tratar disso foi muito importante".

O cacique José de Arruda Mendes, da Aldeia Acorizal, de Porto Espiridião, relatou a dificuldade em conseguir certificação para os produtos, já que a terra indígena ainda não é reconhecida. “Não conseguimos crédito fundiário e parcerias por falta dessa documentação. Muitas pessoas julgam que não trabalhamos, sem entender o que nós passamos lá na aldeia”.

Para o prefeito de Araputanga, Joel Marins, a audiência foi uma oportunidade de todos falarem sobre as dificuldades enfrentadas e propor soluções práticas. “Nossa pecuária leiteira vive atualmente sérias dificuldades, porque a lucratividade do produtor é mínima e praticamente inviabiliza a produção. Então, buscamos apoio junto ao governo para impor um preço mínimo”. 

Palestrante do Fórum, o secretário-adjunto de Agricultura Familiar (Seaf), Carlos Alberto Simão de Arruda, discorreu para os participantes sobre os caminhos para acessar financiamento, assistência técnica e falou a respeito de algumas vocações para a região, como a piscicultura. “Quero assegurar que o governo está sensível à situação da agricultura familiar nessa região e vamos juntos encontrar soluções”.  O vereador de São José dos Quatro Marcos, Roberto Moura, frisou que o evento significou muito para a população que hoje está carente de tudo

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Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

O vereador Roberto Moura, de São José dos Quatro Marcos, disse que nos últimos dez anos houve uma migração muito grande da população da região para outras cidades do estado, o que estagnou a economia e provocou inúmeros problemas socioeconômicos para os municípios. “Nossa proposta ao levar o debate para a região foi justamente retomar o motor do desenvolvimento regional e, com isso, gerar emprego e renda para a população”. 

Maria Antônia de Souza, da Comunidade Cigarra, no município de Rio Branco, onde vivem 17 famílias, buscou sensibilizar os participantes da situação precária em que estão vivendo. “Nossa demanda urgente é por melhores estradas e pontes de acesso. Além disso, queremos que as autoridades olhem para os produtores de leite, não queremos desistir, porque essa atividade é o que a gente ama fazer”. 

O evento contou com a participação de várias autoridades, entre elas, representantes da Empaer, Sindicatos Rurais, Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), vereadores, prefeitos, Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além de outras instituições parceiras.

Fórum da Agricultura – Durante o 1° Fórum da Agricultura Familiar da Região Oeste, foram coletadas informações que servirão para nortear as políticas públicas dos municípios do oeste de Mato Grosso. O trabalho está dividido em quatro eixos que compreende, no primeiro deles, dificuldade no financiamento do programa nacional do crédito fundiário, que inclui adimplência, inadimplência e consolidação dessa política pública. Maria Antônia de Souza, da Comunidade Cigarra, no município de Rio Branco, desabafou que as dificuldades são muitas, mas a melhoria de estradas e pontes é urgente

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Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

O coordenador do Fórum, Ademir Patrick de Moura, salientou que no eixo dois, por exemplo, a proposta é buscar o fortalecimento das cadeias produtivas. “Podemos destacar o estabelecimento de um preço mínimo do leite, que é uma demanda recorrente e visa manter a rentabilidade do produtor. Também discutimos o melhoramento genético e outras práticas de modernização na agricultura familiar”. 

Nos eixos três e quatro, entraram questões referentes à agroindústria e ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A região tem pouco acesso a recursos e estrutura, que passa – por exemplo – pelo número de funcionários no atendimento que é baixo e impõe dificuldades de acesso ao produtor rural.  
  O cacique José de Arruda Mendes, da Aldeia Acorizal, de Porto Espiridião, pontuou que por falta de regularização fundiária a situação é crítica e pediu apoio das lideranças

Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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