Mato Grosso
Programa de qualificação com apoio do Governo abre 100 vagas para profissionais do turismo
Com o apoio Fundo Estadual de Desenvolvimento do Turismo (Fumtur) do Governo de Mato Grosso, o Programa Qualitur está disponibilizando 100 vagas para cursos de qualificação de profissional destinados a trabalhadores que atuam de forma direta ou indiretamente no turismo do município de Guarantã do Norte (750 km de Cuiabá). As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 18 de novembro.
A capacitação tem o objetivo de qualificar os profissionais com a oferta de conhecimentos e habilidades para as pessoas que atuam nos segmentos do turismo, bares, restaurantes, hotéis e eventos no munícipio.
Os cursos oferecidos são destinados para camareira, recepcionista de hotelaria, atendimento ao turista, profissionais que atuam na qualidade de serviços em alimentos e bebidas, garçons e garçonetes. Para cada área profissional, o programa destina 20 vagas com horários no período matutino, vespertino e noturno, e ainda com a possibilidade de aulas aos finais de semana.
Para se inscrever é necessário residir no município de Guarantã do Norte, ser maior de 18 anos e trabalhar atuando no setor turístico local.
O secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Jefferson Moreno, explica que o município foi contemplado com recursos que irão impulsionar e melhorar ainda mais o setor turístico de Guarantã do Norte.
“Através do Fundo Estadual de Desenvolvimento do Turismo, conseguimos os recursos necessários para a realização do programa de capacitação para áreas do turismo no município, o que possibilita a geração de emprego, movimentação renda e a economia local, além de oferecer um serviço cada vez melhor aos clientes. É uma grande iniciativa do Governo do Estado”, afirma Jefferson Moreno.
O Programa Qualitur faz parte integrante do Plano Municipal de Turismo de Guarantã do Norte. Os cursos são oferecidos em parceria com a Impactus Consultoria e Cursos.
Mais informações:
Para mais informações: (66) 3552-4148 (66) 99618-3248
E-mail: [email protected]
Link para inscrição: https://forms.gle/ECLQALD3uhwiUgoT6
(Texto sob a supervisão da jornalista Greyce Lima)
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Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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