Política MT
Programa “Palavra Literária” apresenta vida e obra de Cristina Campos
Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Professora, escritora, pesquisadora e membro da Academia Mato-grossense de Letras, Cristina Campos é a entrevistada do próximo episódio do programa “Palavra Literária”, que vai ao ar neste sábado (23), na TV Assembleia (canais 30.1 e 30.2), às 12h30 e às 18h30.
Cristina é formada em Letras, possui mestrado e doutorado em Educação. Lecionou durante anos no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e tem experiência na área de Letras e Educação, com ênfase no processo de ensino-aprendizagem, atuando principalmente com os temas: cultura, imaginário, pantanal mato-grossense e literatura mato-grossense.
As vivências junto à natureza, acumuladas durante boa parte de sua vida, em que morou às margens do rio Coxipó, influenciaram a sua escrita e estão presentes em suas obras.
O primeiro livro de sua autoria, Pantanal mato-grossense: o semantismo das águas profundas, publicado em 2004, foi resultado da sua tese de mestrado e tem como tema a tradição oral de municípios da região do Pantanal.
Sua segunda obra, Conferência do Cerrado, foi lançada em 2008 e aborda a questão ambiental para o público infanto-juvenil. O texto original é de Durval de França e reúne personagens lendários, como Curupira, o Pé-de-Garrafa, o Negrinho D’Água, Tibanaré e Mãe do Morro, que buscam uma solução para a destruição do Cerrado.
O terceiro livro, Manoel de Barros: o demiurgo das terras encharcadas, publicado em 2010,é fruto da sua tese de doutorado. “Quando eu leio Manoel de Barros, parece que me reporto a uma vivência, não só a uma imagem poética. Desperta em mim essas memórias boas da infância”, conta a escritora.
Papo cabeça de criança travessa, seu livro mais recente, publicado em 2017, destina-se ao público infantil e contém registros de situações reais faladas ou vividas por crianças, além de situações inventadas.
Como reconhecimento às suas obras, Cristina Campos foi eleita em 2015 para compor a Academia Mato-grossense de Letras. Na instituição, dedica-se a levar a estudantes e à população de forma geral informações acerca da produção literária de Mato Grosso.
“A categoria dos escritores vem sendo bastante fortalecida nos últimos anos e temos atuado nesse sentido, em parceria principalmente com a Universidade do Estado de Mato Grosso, divulgando a literatura mato-grossense”, relata.
Cristina Campos também é criadora da Biblioteca Digital do Intensivismo, movimento literário de vanguarda internacional que aconteceu em Mato Grosso no final dos anos 40 e início dos anos 50, cujo principal mentor foi o escritor mato-grossense Wlademir Dias-Pino.
No site da biblioteca (www.intensivismo.com.br), estão disponíveis materiais reunidos por ela durante 20 anos de pesquisa. “É um material muito difícil de encontrar, até mesmo em bibliotecas, então como provar que existiu o movimento sem os documentos? Eu fui atrás disso. Durante mais de 20 anos eu pesquiso o assunto, juntei um material muito grande e fui digitalizando”, explica.
Para Cristina Campos, a existência de um programa televisivo como o “Palavra Literária” é de suma importância. “O programa concede um bom tempo de destaque para o escritor poder mostrar um pouco de si mesmo e das suas obras. Fiquei muito feliz com o convite e me senti honrada em participar”, diz.
As reprises do programa “Palavra Literária” são transmitidas aos domingos (11h30/21h), terças (12h30 / 22h) e sextas-feiras (12h30/22h).
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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