Mato Grosso
Projeto Barra em Cena realiza espetáculo e oficina teatral gratuitamente neste fim de semana

O Projeto Barra em Cena, que terá espetáculo teatral e oficina de teatro gratuitos, será retomado neste sábado (26.4), a partir das 19h, no município de Barra do Garças (511 km de Cuiabá). Com atividades até junho, o projeto é viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Viver Cultura – Expressões Artísticas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel).
A iniciativa tem como propósito promover o acesso da população da cidade à produção teatral contemporânea, valorizando diferentes linguagens e estéticas das artes cênicas mato-grossenses.
“O primeiro espetáculo que realizamos, Helena, lotou o Valdon Varjão. Percebemos que existe um público sedento por essa arte. Para muitos, foi a primeira experiência no teatro”, ressalta a coordenadora do Projeto, Yandra Firmo.
No sábado, ocorre o espetáculo teatral Retirante Asa Branca no Centro Cultural Valdon Varjão. Na peça, o ator Ismael Diniz conduz o público por uma narrativa que retrata o percurso dos sertanejos em tempos de seca. Por meio do corpo, ele dá forma à luta diária, às tentativas de mudança e à peregrinação por um futuro melhor. A asa branca, ave símbolo do sertão imortalizada na música de Luiz Gonzaga, surge em cena como representação da esperança.
Já no domingo (27.4), o projeto irá oferecer o curso gratuito Adaptação de Obras Literárias para o Palco, voltado a jovens e adultos interessados em teatro. A atividade será realizada das 9h às 13h, no Centro Cultural Valdon Varjão.
Ministrado pelo professor e mestre em Artes Cênicas por Luciano Paulo da Silva, o curso explora o processo criativo de transformar obras literárias em peças teatrais. Os participantes serão conduzidos por técnicas de adaptação e conhecerão os desafios da transposição de diversos gêneros literários para o palco.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online. Clique aqui.
Além destas, o projeto Barra em Cena oferecerá outras atividades até o mês de julho. Entre elas se encontram a apresentação do espetáculo tempo de Voo, com João do Couto, prevista para o dia 10 de maio, e também da performance Carne com Yandra Firmo no dia 7 de junho.
Cronograma das atividades:
26.4 – Espetáculo Retirante Asa Branca com Ismael Diniz
27.4 – Oficina Adaptação de Obras
10.5 – Apresentação espetáculo tempo de Voo com João do Couto
11.5 – Oficina com João Do Couto
07.6 – Apresentação da Performance – Carne com Yandra Firmo
08.6 – Oficina com Yandra Firmo
12.6 – Oficina “Inclusive eu”
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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