Mato Grosso
Projeto oferece cursos gratuitos de cerâmica artesanal, violão e violino

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do projeto “Saberes, diálogos entre cultura, educação e política”, que oferece cursos gratuitos de cerâmica artesanal, violão e violino em Cuiabá. A ação realizada pelo Instituto Brasil conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT).
De acordo com os organizadores, o projeto busca ampliar a visibilidade de profissionais capacitados e promover mudanças em cenários marcados por desigualdades.
“A iniciativa se justifica por seu potencial cultural, econômico e político, oferecendo soluções práticas para desafios regionais”, afirmam.
Estão sendo disponibilizadas 10 vagas para as oficinas de violino e 10 para de violão para crianças. Além delas, o projeto oferece 10 vagas para oficina de cerâmica para idosos e 10 vagas para oficina de cerâmica para crianças e adolescentes com idade de 8 até 15 anos.
As inscrições são gratuitas e os interessados devem se inscrever aqui. A seleção prioriza crianças de famílias com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico), em situação de risco ou atendidas por serviços de assistência social, como CRAS e CREAS, entre outros critérios.
Já na oficina de cerâmica para idosos terão prioridade aqueles com renda mensal de até um salário-mínimo por pessoa, beneficiários de programas sociais como Bolsa Família ou BPC, e aqueles que vivem sozinhos e outros.
Algumas oficinas já tiveram suas aulas iniciadas, como a de violão, violino e cerâmica artesanal para idosos, no entanto, interessados podem se inscrever mesmo assim.
Além das formações, o projeto inclui o podcast “Saberes: diálogos entre cultura, educação e política”, que será lançado quinzenalmente, com episódios de 30 a 40 minutos. O programa terá entrevistas com especialistas e abordará temas como cultura, educação e política, com ênfase no papel da mulher na sociedade. A produção contará com equipes especializadas em som, iluminação e cinematografia, além de profissionais de comunicação responsáveis pela divulgação nas redes sociais.
A partir do dia 24 de março, novas turmas serão abertas nos seguintes locais: Bairro Poção (cerâmica para idosos), Bairro Bela Vista (violão) e Bairro Duque de Caxias (violão). Oficinas de costura também serão oferecidas em breve.
A ação conta ainda com apoio via emenda parlamentar.
Para mais informações: @instutobrasilmt
Cronograma das Oficinas:
– Cerâmica Artesanal (crianças e adolescentes): de 19 de março a 24 de abril de 2025.
Local: Associação Flor Ribeirinha – São Gonçalo Beira Rio
– Musicalização (violão e violino): de 18 de março a 10 de abril de 2025.
Local: Pastoral da Criança – Bairro Novo Paraíso I e II.
– Cerâmica Artesanal (idosos): de 17 de março a 15 de abril de 2025.
Local: Associação Mato-Grossense Pró-Idosos – Bairro Poção
*Sob supervisão de Cida Rodrigues
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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