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Quando o desligar funciona

Vivemos uma contradição clara na era digital. Enquanto governos, educadores e profissionais de saúde tentam reduzir os impactos das telas sobre crianças e adolescentes, o mercado faz o oposto: ocupa todos os espaços possíveis com estímulos digitais. Qualquer pausa virou oportunidade de engajamento. A atenção humana, principalmente dos jovens, tornou-se o ativo mais disputado do século XXI.
Esse modelo não é neutro. Investigações e processos judiciais revelaram que grandes plataformas, como a Meta/facebook, tinham pleno conhecimento dos efeitos nocivos de seus produtos sobre menores de idade. Ainda assim, mantiveram estratégias baseadas em scroll infinito, notificações constantes e reforço intermitente – decisões de design pensadas para maximizar tempo de uso, não bem-estar.
Quando esse desenho algorítmico passa a afetar aprendizado, saúde mental e relações sociais, o problema deixa de ser individual e se torna estrutural e precisa de engajamento de toda sociedade. Uma guerra que precisa ser vencida com conscientização dos riscos.
Foi nesse contexto que o Brasil tomou uma decisão relevante. Com a Lei nº 15.100/2025, o uso de celulares passou a ser proibido nas escolas de educação básica, inclusive nos intervalos, salvo exceções pedagógicas. O objetivo foi claro: devolver foco, interação humana e qualidade ao ambiente escolar.
Os efeitos foram rápidos e reveladores. Escolas que aplicaram a restrição passaram a observar mais diálogo entre os alunos, maior participação em sala e aproximação entre estudantes e professores. Pátios (72%), bibliotecas (40%) e quadras voltaram a ser ocupados. O celular saiu de cena; o relacionamento voltou.
Pesquisas com estudantes indicaram aumento da concentração e melhora na percepção da qualidade das aulas. Redes de ensino relataram também avanços no desempenho acadêmico, associados à maior capacidade de atenção contínua. O dado mais simbólico talvez seja este: quando a notificação desaparece, o aprendizado reaparece.
A experiência brasileira desmonta um argumento recorrente – o de que o problema está apenas no “uso inadequado”. Não está. O problema é a competição desigual entre escolas e plataformas globais altamente sofisticadas em engenharia comportamental, disputando a atenção de cérebros ainda em formação.
O Brasil não está sozinho. Países como a Austrália, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Uniao Europeia, avançam em restrições ao acesso de menores às redes sociais. Mas o caso brasileiro traz algo raro: evidência prática de que limitar funciona.
Não se trata de censura nem de rejeição à tecnologia. Trata-se de estabelecer limites onde o mercado não estabelece. A escola mostrou que desligar não empobrece – organiza. Não atrasa – protege. Não isola – aproxima.
Nesse cenário, o papel dos pais torna-se central. A restrição escolar é necessária, mas insuficiente. É indispensável uma conscientização ampla sobre os riscos do uso excessivo de telas, especialmente em um país onde o tempo diário de exposição digital entre jovens chega, em alguns casos, a oito horas por dia, um dos índices mais altos do mundo.
A tecnologia é necessária e faz parte do presente. O desafio não é proibir, mas controlar de forma assistida e responsável. Jovens têm grande habilidade para operar o mundo digital, mas ainda não possuem maturidade para compreender plenamente seus riscos. Cabe a pais e educadores conduzir esse processo com prudência e sabedoria, utilizando inclusive ferramentas gratuitas de controle parental.
A lição é clara: proteger a atenção hoje é preparar uma juventude mais crítica, equilibrada e capaz de tomar decisões melhores amanhã. Às vezes, avançar não é acelerar — é saber desligar.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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