Mato Grosso
Quatro agressores de mulheres são presos pela Polícia Civil durante a semana em Sorriso
Quatro homens autores de agressões contra mulheres foram presos pela Polícia Civil, durante esta semana, em ações realizadas pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Idoso da Delegacia de Sorriso (442 km ao norte de Cuiabá).
As prisões estão relacionadas a crimes de lesão corporal, ameaça, injúria, perseguição e violência psicológica contra a mulher.
Um dos suspeitos foi preso na sexta-feira (23) por ameaça e violência psicológica, praticada contra a sua irmã. As diligências que resultaram na prisão do suspeito iniciaram após a vítima procurar a delegacia para denunciar o irmão.
Segundo relato da vítima, o irmão é agressivo desde criança, já tendo passado por vários episódios de agressões praticadas por ele. Entre os casos relatados, o suspeito já chegou a jogar pedras contra a vítima e a colocar um canivete em seu pescoço.
Na quinta-feira (22), a vítima e o irmão tiveram uma discussão, ocasião em que ele passou a ameaçá-la de morte e ficou circulando pela casa em posse de facas. No dia seguinte, sexta-feira (23), o suspeito fez novas ameaças à vítima e ainda quebrou todo o seu guarda-roupas.
Com base nas informações passadas, os policiais da delegacia de Sorriso realizaram diligências conseguindo realizar a prisão em flagrante do suspeito em seu local de trabalho.
Perseguição
Em outra ação realizada pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, um homem que estava perseguindo e ameaçando a ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento foi preso em flagrante.
Na delegacia, a vítima relatou que o casal viveu 24 anos juntos, porém o relacionamento havia terminado no último dia 16 de agosto. No dia seguinte aos fatos, o suspeito procurou a vítima na casa de sua amiga, ocasião em que a enforcou e subtraiu o seu telefone celular.
Não satisfeito, o suspeito continuou perseguindo a vítima nos dias seguintes, indo duas vezes até a porta do seu trabalho para intimidá-la. Diante da gravidade da situação, os policiais iniciaram as diligências em busca do suspeito, que foi detido em sua residência.
No momento da prisão, ele estava bastante alterado e tornou a ameaçar a vítima na presença dos policiais dizendo que “acabaria com a vida dela”.
Em buscas na residência, os policiais encontraram restos de roupas da vítima, que foram queimadas na churrasqueira. Questionado sobre possíveis armas de fogo, o suspeito falou que se tivesse uma já teria atirado na cara da ex-companheira.
Lesão corporal e ameaça
Outra prisão realizada durante a semana foi a de um jovem de 21 anos que agrediu, violentou sexualmente e continuava ameaçando sua namorada de apenas 15 anos. Segundo informações, após descobrir uma suposta traição o suspeito foi até a casa da vítima e a agrediu fisicamente e a ameaçou de morte, estendendo a ameaça a seus familiares.
As ameaças seguiram pelos dias seguintes por meio de mensagens pelo whatsapp e em redes sociais. Diante das evidências, os policiais do Núcleo de Atendimento à Mulher realizaram buscas pelo suspeito, que foi preso em flagrante no momento em que chegava em sua casa.
Violência doméstica
O quarto agressor preso esta semana foi detido após agredir a companheira dentro da residência do casal. As agressões iniciaram após a vítima falar para o suspeito não fazer uma ligação, ocasião em que ele, em estado de embriaguez, quebrou o aparelho celular e o espelho do guarda-roupas e na sequência enforcou a companheira, proferindo xingamentos e injúrias contra ela.
A vítima procurou a delegacia para denunciar o companheiro e enquanto era ouvida no Núcleo de Atendimento à Mulher, o suspeito compareceu à delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra ela, ocasião em que foi realizada sua prisão em flagrante.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Artigos29/05/2026 - 20:50Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:06Prefeitura de Rondonópolis suspende licitação para pavimentação da Rodovia Campo Limpo
-
Rondonópolis01/06/2026 - 13:36Prefeitura de Rondonópolis explica desligamento de profissional do Centro de Reabilitação Nilmo Junior
-
Artigos29/05/2026 - 20:48Primeiro emprego: veja quais habilidades estão em alta no mercado de trabalho
-
Rondonópolis29/05/2026 - 21:28Em despedida, prefeito enfatiza que Mohamed Zaher deixa grande legado a Rondonópolis
-
Rondonópolis01/06/2026 - 08:58Prefeitura de Rondonópolis encerra Maio Amarelo com megamutirão e redução de 50% dos acidentes de trânsito na cidade
-
Rondonópolis01/06/2026 - 10:28Rondonópolis|Empresas poderão ter apenas um box no novo terminal






