Mato Grosso
Quinze tabletes de droga foram apreendidos em chácara de Sinop
Quatro pessoas foram detidas e dois menores apreendidos por envolvimento com o tráfico de drogas em Sinop (479 km de Cuiabá). Um deles, Guilherme Luiz Batista, 27 anos, conhecido como Mano Fuzil, já tem passagem por tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, além da suspeita de estar ligado à facção criminosa. O rapaz contava com a participação da mãe Cleonice Luiz Felipe, 45, e do irmão L.F.B., 15, na atividade criminosa. Os demais são: Nilson Pereira de Souza Pereira Batista, 47, Bruno Pininga Anacleto, 18 e A.K.M.S.,15. Com o grupo foi localizado 14 tabletes de maconha e um de cocaína na madrugada de quarta-feira (19.12).
A notícia de que os suspeitos estariam envolvidos com o tráfico em Sinop (479 km de Cuiabá) foi denunciada para a Polícia Militar de forma anônima. Segundo a informação, Guilherme Luiz Batista que mora no bairro Vitória Régia, em Sinop, estaria guardando a droga para o suspeito Leonardo, conhecido como Sapateiro, na chácara de sua mãe, localizada na estrada que dá acesso a cidade de Santa Carmem.
Com apoio do Comando de Ação Rápida (Car) foi realizado o monitoramente do local e abordado um veículo Celta preto conduzido pelo suspeito Bruno Pininga Anacleto, sendo localizados seis tabletes de maconha e um de pasta base de cocaína.
Parte dos envolvidos estava na casa e correram para uma área de mata quando viram a polícia. Foi realizado o cerco na propriedade e os suspeitos detidos. Foi localizado oito tabletes de maconha e uma balança de precisão na moradia.

Os suspeitos foram conduzidos para a Central de Flagrantes, antes Cleonice Luiz Batista tomou medicação para pressão, do qual disse fazer uso com freqüência. O Conselho Tutelar da cidade também foi acionado para acompanhar o caso tendo em vista que na residência tinha uma menina de 8 anos em situação de vulnerabilidade e risco.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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