Mato Grosso
Rede Estadual de Escolas Corporativas de MT aprova Regimento Interno
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| Conselheiro interino Moises Maciel |
A implementação do modelo de política de capacitação integrando instituições públicas de Mato Grosso motivou, reunião da Rede Estadual de Escolas Corporativas de Mato Grosso que nesta quinta-feira (05/12) aprovou a minuta do Regimento Interno. A iniciativa da Escola Superior de Contas, unidade do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em formar uma rede de escolas, teve início em meados de 2019 e, em outubro, foi assinado o termo de cooperação por 11 instituições.
Sob a superintendência do conselheiro interino Moises Maciel, acompanhado pela vice-diretora da Escola Superior de Contas, Esther de Mello Menezes, os presentes fizeram a leitura do texto base para o Regimento e todos puderam contribuir. “Estamos muito satisfeitos com o andamento e engajamento de todos e esperamos que 2020 seja um ano de grandes avanços na educação corporativa em rede”, afirmou Maciel.
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A formalização do Termo de Cooperação Técnica, em outubro, buscou aproximar as atividades realizadas pelos servidores públicos dos órgãos e entidades das suas funções sociais, tendo como foco o aprimoramento institucional, bem como das políticas públicas garantidoras dos direitos sociais.
Segundo o documento aprovado, a implementação desse modelo de política de capacitação visa a aproximação dos principais temas da agenda do Estado, tais como crescimento econômico, redistribuição, sustentabilidade, qualidade do gasto público, relações federativas, entre outros.
A Rede Estadual de Escolas Corporativas do Estado de Mato Grosso atualmente é composta pela Escola Superior de Contas de Mato Grosso, Fundação Escola Superior do MPE-MT, Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, Escola de Governo do Estado de Mato Grosso, Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Escola Judicial do TRT da 23ª Região, Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, Escola Superior de Advocacia Prof. Renato de Arruda Pimenta, Escola Fazendária do Estado de Mato Grosso, Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso, Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso – ESDEP-MT, Escola do Legislativo do Estado de Mato Grosso – ELMT, Escola da Câmara Legislativa da Câmara Municipal de Cuiabá, Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Rondonópolis Antônio Nestor de Araújo, Conselho Regional de Contabilidade, Conselho Regional de Administração de Mato Grosso e Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso.
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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