Mato Grosso
Reestruturação da Metamat gera economia de mais de R$ 10 milhões ao ano
A Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat) passa por uma reformulação da sua estrutura com o objetivo de trazer mais eficiência ao órgão. Para economizar recursos, a empresa de mineração fará uma redução dos gastos com pessoal na ordem de R$ 800 mil ao mês, somando mais de R$ 10 milhões de economia ao ano.
Conforme aprovado pelo Conselho de Administração da Metamat, do total de 82 funcionários, 36 serão mantidos com o objetivo de manter os serviços oferecidos pela instituição. A publicação das portarias de reestruturação saiu no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (31).
A decisão está embasada em um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), já que os funcionários que deixarão o órgão não são servidores efetivos, ou com estabilidade. Além disso, mais 90% do quadro de servidores que deixa o órgão é composto por aposentados.
Apenas em gastos com pessoal, a Metamat deixará de pagar pouco mais de R$ 1,1 milhão ao mês, e passará a ter uma folha de R$ 300 mil, somando cerca de R$ 800 mil ao mês de economia. Ao ano, a redução chega a R$ 10,4 milhões.
A decisão atende ainda uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), de que deve ser feito o desligamento de servidores que não atendam aos requisitos da estabilidade, previstos no artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
“O corte vem de encontro com a nova roupagem que estamos dando à Companhia, que será voltada às demandas de fomento e gestão dos setores de mineração e geologia do estado”, afirma o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski.
Entre as ações para fortalecer a Metamat, ele cita que está em andamento a tratativa para um Termo de Cooperação Técnica com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em que serão oferecidos os serviços de pesquisa e consultoria na perfuração de poços artesianos em todo o estado.
A Companhia também prepara uma Cooperação com a Agência Nacional de Mineração (ANM), por meio do qual irá auxiliar o órgão federal, que hoje não detém estrutura adequada para acompanhar a crescente demanda por requerimentos minerários. A Metamat receberá por meio do convênio autorização do ministério de Minas e Energia para fiscalizar e analisar os requerimentos do estado.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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