Mato Grosso
Regime de colaboração é estratégia para avançar na educação de MT
“Frente a um cenário de constantes mudanças socioeconômicas e demográficas, a colaboração entre estado e municípios é uma decisão estratégica”. A observação foi feita pela secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, nesta quinta-feira (04.04), durante a sua apresentação para os 141 municípios do Estado no “Cidades de Mato Grosso – Fórum de Governo e Prefeituras”.
A secretária detalhou o quadro orçamentário e financeiro da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), bem como apresentou os projetos estratégicos que serão realizados em 2019 na rede estadual, vários deles em parceria com os municípios.
“Hoje, a Seduc tem várias ações, realizadas em parcerias com os municípios, que visam fortalecer a educação pública de qualidade em todo o estado. Esse encontro foi de fundamental importância para que as prefeituras entendessem como se dá essa relação no regime de colaboração”, explicou a secretária.
Entre as ações realizadas em regime de colaboração está o compartilhamento das estruturas físicas das escolas e o reordenamento das redes, organizando o atendimento dos alunos nas escolas municipais e estaduais. “Em 2018 foi feito reordenamento em 17 municípios e a previsão para este ano é fazer em 29 municípios. A Seduc tem também a cooperação com 66 municípios para utilização de escolas em regime de compartilhamento com salas anexas”, explicou.
Outra iniciativa realizada em regime de colaboração com os municípios é a elaboração do documento da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento referência curricular para Mato Grosso, referenciado pela BNCC, foi desenvolvido em parceria com os municípios e discutido nos polos dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros). O documento é composto por quatro cadernos e teve a participação de diferentes redatores de vários municípios do Estado.
“Com a finalização do documento, os profissionais dos municípios estão passando por formação em regime de colaboração, por meio dos 15 polos dos Cefapros. Hoje já temos 25 municípios que são parceiros desta formação e já assinaram o termo para a continuidade da formação Pró-BNCC, que é um currículo único para a educação pública de Mato Grosso”, enfatizou.
O regime de colaboração se permeia também no processo de permuta com profissionais da educação em 42 municípios. São 181 profissionais beneficiados, sendo 164 professores.
O transporte escolar também é feito em parceria com os municípios. Este mês, a Seduc efetuou o pagamento da primeira parcela do transporte no valor de R$ 7.663.088,29. Em 2019, o transporte escolar, que é exclusivamente para a zona rural, atendeu 75.401 alunos, sendo 43.407 alunos municipais e 31.994 nas escolas estaduais.
Projetos estratégicos da Seduc
A rede estadual é formada por 767 escolas, com atendimento a 390.796 alunos, 98 assessorias pedagógicas, que estão nos municípios trabalhando as políticas educacionais em parceria com as secretarias municipais de educação, e 15 Cefapros.
Com a finalidade de impactar o desempenho dos alunos, a Seduc vai trabalhar, em 2019, com alguns projetos estratégicos, entre eles a Escola Plena – tempo integral, Muxirum da Alfabetização, Escolas Militares e Avalia MT.
Atualmente, 7.302 alunos são atendidos em 40 escolas plenas, distribuídas em 28 municípios do estado.
Em 2019, o projeto Muxirum da Alfabetização vai beneficiar jovens e adultos de 35 municípios.
A rede estadual conta, atualmente, com oito Escolas Militares, com atendimento a 2.789 alunos.
“Temos recebido de vários municípios as solicitações e sugestões para implementação de novas escolas militares, mas estamos estudando caso a caso, pois todo o projeto tem o momento de implantação e implementações e precisa ser consolidado e fortalecido com estrutura adequada e condições de atendimento”, explicou a secretária.
Outro projeto estratégico é o Avalia MT, cujo objetivo é fazer a avaliação do projeto político pedagógico em alinhamento com a nova BNCC; avaliação de desempenho dos profissionais da educação (professores, técnicos e gestores); e avaliação da aprendizagem. Em 2019, a previsão é avaliar 100 mil alunos.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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