Mato Grosso
Representante do MEC conhece rotina e números das escolas militares de MT
Referência em qualidade de ensino, a Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá recebeu a visita da subsecretária de Fomento às Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação, tenente-coronel bombeiro militar Márcia Amarilio da Cunha Silva.
A reunião ocorreu na tarde de segunda-feira (01) e contou com a presença do diretor de Ensino da Polícia PMMT, coronel Ronelson Jorge de Barros, e da diretora da unidade, major da PM Evandra Caroline Taques Senderski, que apresentaram as instalações da escola e a rotina dos alunos.
Na oportunidade, Márcia Amarilio também conversou com os diretores das escolas militares da PM de Sorriso, Nova Mutum, Confresa, Lucas do Rio Verde e Sinop e da Escola Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros Militar, de Alta Floresta, com o intuito de saber sobre a experiência educacional no interior do Estado.
Para o diretor de ensino, coronel Barros, a visita da subsecretária foi importante para que Mato Grosso mostrasse seus bons índices de aprendizagem nas unidades educacionais militares e ainda debatesse alguns ajustes na padronização do ensino e metodologia.
“Na Escola Tiradentes, a reunião foi bem técnica e específica com os diretores, um encontro para tratar de assuntos como o uso do uniforme, a cota para dependentes de policiais militares, a falta de investimento em infraestrutura por parte do Governo Federal e a padronização quanto ao processo seletivo”, explicou.

A diretora do Tiradentes de Cuiabá, major Evandra, apresentou à subsecretária do MEC rotina dos alunos e números da unidade escolar que é referência em Mato Grosso
A Diretoria de Ensino da PMMT frisou os bons resultados no exame que avalia o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e nos números de evasão escolar, que é quase zero nas escolas militares. No Ideb de 2017, as escolas militares Tiradentes obtiveram as melhores notas entre as escolas públicas de Mato Grosso.
A unidade de Confresa, por exemplo, obteve a maior nota, 6.7. Com 30 alunos, o diretor da instituição no município, capitão Jeferson Mascarenhas do Nascimento, diz que o encontro com a subsecretária do MEC foi importante para buscar apoio. “Eu tenho certeza que demos o primeiro passo, já que conhecer todas as nossas experiências vai colaborar para a construção dessa padronização em nível nacional”.
Mato Grosso tem sete escolas militares, seis da Polícia Militar e uma do Corpo de Bombeiros. As unidades da PM estão sediadas em Cuiabá, Nova Mutum, Confresa, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Juara. Já do Corpo de Bombeiros fica em Alta Floresta.
Números
Na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2017, a unidade de Confresa obteve a maior nota, 6.7. Já as unidades de Juara, Nova Mutum e Sorriso alcançaram 6.5 pontos. A Tiradentes de Cuiabá, com 5.9, foi a melhor nota entre todas as unidades da rede estadual de ensino localizadas na Baixada Cuiabana. A escola de Lucas do Rio Verde não participou da avaliação realizada no ano passado. O resultado do Ideb de 2018 ainda não foi divulgado pelo Ministério da Educação.
Simpósio
Paralelamente, também ocorreu nesta segunda-feira o simpósio Escola Estadual Militar Tiradentes – Expansão pelo Interior do Estado: Conquistas, Avanços e Desafios, no auditório Licínio Monteiro, na Assembléia Legislativa, com autoridades e especialistas da área da Educação.
Além da subsecretária do Ministério da Educação, que proferiu palestra sobre ‘Caminhos a serem trilhados para interiorização das escolas cívico-militares’, o evento contou com a secretária Estadual de Educação, professora Marioneide Angélica Kliemaschewsk, e a presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAM-MT e da Comissão do Instituto Brasileiro de Direito da Família em Mato Grosso, Tatiane Ramalho.
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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