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Saiba quais são os principais problemas de pele que afetam diabéticos

*Karin Krause Boneti
Existem aproximadamente 16 milhões de diabéticos no Brasil atualmente, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Destes, estima-se que cerca de um terço desenvolverá um problema de pele diretamente relacionado à doença. Inclusive, alguns quadros podem ser um sinal de alerta de diabetes para aqueles que ainda não tiveram o diagnóstico.
Conforme explica a médica dermatologista Karin Krause Boneti, diabéticos têm mais propensão a ter problemas de pele por conta da dificuldade do corpo em mantê-la hidratada e também devido a algumas infecções que podem surgir em razão do baixo desempenho dos anticorpos.
“Quando a glicose (açúcar no sangue) está elevada, o corpo tenta eliminar esse excesso de outros modos – como, por exemplo, pela urina. Logo, os diabéticos costumam ir várias vezes ao banheiro e eliminam muito líquido – o que diminui a hidratação da pele e do corpo. Sendo assim, a pele pode apresentar rachaduras, coceiras e facilitar infecções por micro-organismos. A boa notícia é que muitos problemas podem ser evitados e/ou detectados e tratados precocemente”, comenta.
Embora qualquer pessoa possa ter infecções por bactérias na pele, Karin ressalta que diabéticos estão mais propensos a elas. “Entre os problemas bacterianos de pele que tendem a incomodar os pacientes, constam terçol, foliculite, infecções ao redor das unhas e carbunculose – infecções profundas na pele. Esteja atento! Normalmente, a área ao redor da infecção estará quente, vermelha, dolorida e inchada. O tratamento pode englobar desde cremes até o uso de antibióticos”, pondera.
A médica dermatologista alerta que diabéticos também estão mais suscetíveis a infecções fúngicas, especialmente a candidíase (Candida albicans). “Semelhante a uma levedura, este fungo causa uma erupção na pele vermelha e coceira, frequentemente cercada por pequenas bolhas e escamas – geralmente, encontradas em áreas quentes e úmidas como axilas, virilha, embaixo dos seios e entre os dedos. Vale conversar com um médico sobre o melhor tratamento”, destaca.
Segundo Karin, pessoas com diabetes tendem a apresentar coceira com mais frequência. “Em diabéticos, a causa pode ser uma infecção por fungos, pele seca ou má circulação. Quando o fluxo sanguíneo insuficiente é o culpado, a parte inferior das pernas pode ser a parte do corpo que mais coça. Para evitar, considere tomar banho com água mais fresca (não tão quente) e usar sabão neutro. Hidrate a pele seca com um pouco de loção, mas evite aplicar entre os dedos do pé”.
Outra condição a ser observada é a dermopatia diabética. “Trata-se de manchas de pele escamosas e marrom-claras, que podem ser ovais ou circulares e geralmente ocorrem nas canelas. Sim, as famosas ‘manchas na canela’. São causadas por danos aos pequenos vasos sanguíneos que fornecem nutrição e oxigênio aos tecidos. Este problema de pele costuma ser inofensivo e não requer tratamento, mas é preciso tomar cuidado para não se transformar em feridas”, comenta a médica dermatologista.
Condição mais rara do que a dermopatia diabética, a necrobiose lipoídica diabeticorum também merece atenção. “Maiores em tamanho e em menor número, começam como pequenas protuberâncias sólidas que parecem espinhas – castanhas claras, ovais e circulares. Com o tempo, essas saliências se transformam em manchas e podem parecer brilhantes com uma borda vermelha ou violeta. Normalmente, coçam e doem. Tendem a ocorrer nas pernas e em diabéticos tipo 1”, reforça.
Enquanto que diabéticos tipo 2, pré-diabéticos e obesos estão mais suscetíveis a desencadear Acanthosis Nigricans. “Esta condição apresenta uma mancha (ou faixa) escura de pele aveludada na nuca, axila, virilha ou em outro lugar. Isto pode significar que você tem insulina em excesso no sangue. A propósito, o primeiro passo para evitar este tipo de doença é controlar a glicemia. Se possível, opte por usar sapatos confortáveis, bem como roupas íntimas e meias 100% algodão e sem costura – permitindo maior fluxo de ar e circulação”, aconselha.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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