Mato Grosso
“Saímos de 20 para 120 municípios com acesso a editais de cultura”, destaca secretário adjunto durante evento
“Eu não tenho dúvida que por meio da cultura nós conseguimos transformar esse país, porque a gente fez isso na Secel. Saímos de 20 municípios que tinham acesso aos nossos editais para 120, fazendo exatamente o que estamos fazendo aqui hoje, dialogando com os nossos gestores municipais”, declarou.
O secretário ressaltou a importância do entendimento da democratização da cultura como uma política pública. “A política estadual cultural só vai melhorar se fortalecermos as políticas municipais. Se não municipalizarmos a cultura, não vamos conseguir mudar essa história. Porque o Estado e o município não fazem cultura, quem faz são as pessoas. E para chegar nessas pessoas a gente precisa de estratégia e a construção de muitas mãos”, pontuou.
O secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Jefferson Carvalho Neves, reforçou a necessidade da parceria entre Estado e municípios e da boa aplicação dos recursos.
“É muito gratificante ter os municípios aqui com a gente. Com todos esses investimentos, hoje a cultura e esporte têm 51% dos investimentos em emenda de todo o Estado e tudo isso graças a vocês que conseguem entregar de forma brilhante os resultados que a gente espera. Estamos conseguindo o que nunca antes tinha sido feito que é fazer com o que recurso chegue na ponta”, enfatizou.
Na oportunidade, o deputado estadual Beto Dois a Um ressaltou o papel do Governo do Estado para que esses avanços do setor fossem alcançados. “Hoje a gente só busca ampliar tudo isso, então é muito importante essa interação entre os poderes e fazedores de cultura, assim como é fundamental ter uma Secretaria de Estado que dialoga e escuta a classe. Precisamos muito dar continuidade ao que está acontecendo nesse momento histórico da cultura de Mato Grosso”, frisou o parlamentar.![]()
O 12º Encontro de Gestores reúne cerca de 300 agentes públicos, entre gestores, secretários e coordenadores de cultura de diversos municípios mato-grossenses.
O evento promovido pela Secel-MT e implementado pela atual gestão, tem o objetivo de apresentar as principais políticas culturais anuais do Governo do Estado, debater e construir propostas para mudanças sociais e marcos regulatórios do setor.
Também participaram da abertura do evento a secretária dos Comitês de Cultura do Ministério da Cultura (MinC), Roberta Martins, e autoridades locais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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