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Mato Grosso

Sociedade de Paranatinga rejeita privatização da MT-130 e cobra investimento de imposto

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Algumas estradas que cruzam Mato Grosso vivem uma situação caótica e o governo pretende repassar algumas delas para a iniciativa privada, como é o caso da rodovia MT-130, estrada liga dos municípios de Paranatinga e Santiago do Norte.  No entanto, uma audiência pública rejeitou os termos do repasse.

O setor produtivo e a sociedade civil questionam o modelo proposto pelo governo e cobram o retorno dos investimentos com o dinheiro arrecadado pelo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). O problema, é que diante deste impasse, caminhoneiros continuam a trafegar por trechos perigosos e que causam prejuízos a cada viagem.

“Teve um rolamento que estourou na minha carreta e não tive que ir atrás de socorro na cidade. A manutenção foi em torno de R$ 700, o que impacta no frete”, contou o caminhoneiro Brytner Rodrigues de Freitas.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Entre Paranatinga e Santiago do Norte e depois até Gaúcha do Norte, não há pavimentação na MT-130. Nossa equipe percorreu mais de 100 quilômetros na estrada para mostrar a situação precária vivida pelos motoristas. “Buraco, atoleiro e poeira que acaba nos colocando em perigo. A estrada está péssima e para gente só é gasto, ainda mais com óleo diesel subindo cada vez mais e a manutenção do caminhão cada vez mais cara”, reclamou o caminhoneiro.

Impacto no setor produtivo

Os agricultores da região também sentem os impactos do descaso, como é o caso de Ângelo Kochan, que arrendou uma área de 1.200 hectares, que era pasto degradado e se transformou em uma lavoura de soja, onde ele colhe acima de 60 sacos por hectare.

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O problema, no entanto, é da porteira para fora. O agricultor reclama que sempre pagou o Fethab na expectativa de que o asfalto chegasse na porta da fazenda, mas essa promessa nunca saiu do papel e prejudicou o avanço da agricultura na região, causando prejuízos no escoamento da safra.

“Desde quando cheguei, o custo da lavoura aumentou cinco sacos por hectare. Se não conseguirmos produzir direitinho, não conseguimos manter o negócio e ainda tem que rezar bastante e ter sorte, porque o custo básico é de 45 sacos no mínimo, mas colocando máquinas e tudo, acaba custando um pouco mais”, contou o produtor.

Mesmo em trechos pavimentados, como o que liga Paranatinga a Primavera do Leste, a condição não é boa, já que a falta de manutenção deixa a pista com enormes buracos.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

De acordo como o presidente do Sindicato Rural de Paranatinga, Thomas Paschoal, é preciso investir o dinheiro arrecadado ao longo dos anos. “O Fethab daria para concluir essa obra, então a gente espera que esse governo possa concluir nesses quatro anos essa manutenção até Primavera do Leste”, disse.

Para driblar a falta de recursos, o governo tenta novas alternativas para melhorar as condições das rodovias. Além das parcerias com a iniciativa privada, outra proposta é a concessão comum, passando para uma iniciativa privada a responsabilidade sobre a manutenção de algumas rodovias.

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Foi o que foi estudado para a MT-130, inicialmente para um trecho pavimentado de 140 quilômetros entre Paranatinga e Primavera do Leste, e depois ao Terminal Intermodal de Cargas em Rondonópolis.

“O estudo demonstrou que precisa de um aporte de R$ 320 milhões neste trecho e duas praças de pedágio. Essa licitação tem uma outorga de R$ 1,5 milhão e nós vamos fazer um leilão para essa licitação”,  contou o secretário adjunto de Logística e Concessões de Mato Grosso, Huggo Waterson Lima.

O modelo de concessão, no entanto, foi apresentado em duas audiências públicas com representantes do estado, agricultores, empresários e moradores da região. A primeira foi em Primavera do Leste e a segunda, nesta quinta-feira, 10, em Paranatinga. Nas duas, a proposta foi rejeitada e recebeu críticas dos setores ligados ao agro e demais representantes da sociedade civil.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

“O valor inicial a ser cobrado do público é um valor bastante alto e também sou contra duas praças de pedágio, que acaba virando mais um imposto que vai recair sobre os produtos e para quem vai comprar no mercado, uma vez que esse produto vai chegar pelo caminhão e o transportador vai repassar essa fatia”, disse, Cícero Pereira Filho, presidente da Câmara dos vereadores de Paranatinga.

Debate e insatisfação

Para o agricultor Robson Weber, essa atitude do governo em tentar pedagear a rota mostra uma falta de preocupação com a agropecuária, responsável por gerar riquezas ao estado. “Ele (governo) quer ver essas duas atividades sucumbir no pó, porque taxar, tarifar e por colocar mais cobrança sobre a agricultura e pecuária, isso não condiz com um estado que arrecada mais de um bilhão de Fethab, um dinheiro que deveria ser destinado para as estradas do estado e isso não acontece. Aí decidem tributar, taxar com mais pedágio, em um trecho de 140 quilômetros, sabendo que o trecho de Paranatinga a Santiago é um caos para quem usa essa estrada, então eu acho isso injusto demais”, avaliou.

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A solução para José Nardes, presidente do Sindicato Rural é fazer um “pedágio caipira, com valor máximo de R$ 4 por eixo. “Vamos fazer um pedágio caipira do nosso jeito, se eles derem conta de fazer a R$ 4  cada eixo eu concordo, do contrário eu sou totalmente contra, porque a gente sabe o quanto é um pedágio caro. Vão repassar para a alimentação, para o arroz, para carne, para a soja para tudo, quem vai pagar não é só o produtor rural e sim a população, principalmente a população mais humilde, que não tem boca para reclamar, nós estamos aqui representando essa população e não vamos admitir um pedágio a mais de R$ 4 o eixo”.

Ao que parece, o debate sobre a concessão ou não da MT-130 ainda vai longe e, enquanto esse impasse não é resolvido, quem sofre são os caminhoneiros, produtores rurais e consumidores que acabam pagando mais caro por causa da tradicional falta de infraestrutura no interior do Brasil.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Fonte: Da redação com Canal Rural

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Mato Grosso

Feira Brasileira de Sementes contará com palestrantes renomados e temas atuais do agronegócio nacional e mundial

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Com o tema “A Semente é o Elo”, o encontro conectará pesquisa, melhoramento genético, produção de sementes, tecnologia e mercado

A Feira Brasileira de Sementes (FEBRASEM), que ocorre em Rondonópolis (MT), nos dias 17 e 18 de junho, se consolidou como um dos principais eventos do setor de sementes do Brasil. O evento idealizado e promovido pela Associação dos Produtores de Sementes do Mato Grosso (APROSMAT), em sua quinta edição tem como tema “A Semente é o Elo”, já tem sua lista confirmada de palestrantes de renome no Agro e muito conhecimento a ser compartilhado com os participantes.

Segundo o presidente da APROSMAT, Nelson Croda, a proposta desta edição é integrar todos os pilares da cadeia produtiva. O foco está no entendimento de que a semente não é apenas o início do plantio, mas o elo que conecta o melhoramento genético, a tecnologia de ponta e a eficiência comercial. Em um cenário global cada vez mais exigente. “Ao longo dos dois dias, a programação reúne oito momentos estratégicos, entre palestras e painéis técnicos, abordando temas fundamentais para o fortalecimento do setor de sementes. Já estão confirmadas importantes lideranças da indústria de biotecnologia e germoplasma, além de doutores, especialistas em mercado e profissionais altamente qualificados”, destacou.

Um dos palestrantes convidados para a FEBRASEM será Marcos Jank, formado em Engenharia Agronômica pela ESALQ-USP, atualmente é professor sênior de agronegócio no Insper e coordenador do Centro Insper Agro Global. Na área de comunicação, atua como comentarista de agronegócio na CNN Brasil e colabora com diversos veículos nacionais e internacionais.

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O evento foi desenhado para promover não apenas o conhecimento teórico, mas também a geração de negócios e o fortalecimento de parcerias. A estrutura contará com palestras estratégicas ofertando conteúdos voltados especificamente para os setores de sementes e grãos, exposição tecnológica e máquinas e networking qualificado, com ambientes planejados para conexões empresariais e um happy hour de integração ao final das atividades.

As inscrições para a FEBRASEM 2026, já estão no 2º lote, e para não ficar de fora de uma das maiores feiras do segmento sementeiro nacional, acesse o link abaixo:

https://www.sympla.com.br/evento/febrasem-2026/3320456?algoliaID=447c62ad747ae13407bb86812130ab58

Confira quem são os demais palestrantes da 5ª Edição da FEBRASEM:

Mauricio Schineider – CEO da StarSe Agro e cofundador da Solubio, uma das gigantes biotechs do agronegócio brasileiro.
Maria de Fátima Zorato – Bióloga, com mestrado em Fitopatologia e doutorado em Ciência e Tecnologia de Sementes.
Geri Meneghello – Engenheiro Agrônomo, Mestre e Doutor em Ciência e Tecnologia de Sementes (UFPeL).
França Neto – Ph.D. em Fisiologia e Patologia de Sementes junto à Universidade da Flórida.
Eduardo Lourenço – Doutor e Mestre Direito Constitucional com especialização em Direito Empresarial e Contratos e possui L.L.M. (Master of Laws) em Direito Tributário.
Anderson Galvão – Engenheiro Agrônomo e Fundador e Diretor Céleres.
Fernando Wagner – Gerente executivo de Negócios Institucionais na GDM Seeds.
Janaína Martuscello – Zootecnista e professora titular da Universidade Federal de São João Del Rei (MG).
Jonas Pinto – Doutor em Ciência e Tecnologia de Sementes pela UFPel e atua há mais de 20 anos no setor sementes.
Marcelo Batistela – Vice-presidente da Divisão de Soluções para Agricultura da Basf do Brasil.

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Mato Grosso

Governador Otaviano Pivetta mantém cronograma e reforça avanço das escolas cívico-militares em Mato Grosso

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O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta quinta-feira (9.4), a manutenção do cronograma de transformação de escolas regulares no modelo de gestão cívico-militar em Mato Grosso. Nesta última etapa prevista para 2026, 16 unidades da Rede Estadual passarão por consultas públicas, em um processo que busca ampliar ainda mais a presença de um formato de gestão que vem ganhando adesão e apoio das comunidades escolares em diferentes regiões do Estado.

Segundo o governador, o avanço do modelo reflete não apenas uma decisão administrativa do Estado, mas também uma demanda que tem partido das próprias famílias, estudantes e profissionais da educação, que reconhecem nas escolas cívico-militares um ambiente mais organizado, seguro e favorável à aprendizagem.

“Esse é um modelo que vem dando resultados, fortalecendo o ambiente escolar e atendendo a uma reivindicação legítima da comunidade. Em muitos municípios, são os próprios pais e profissionais da educação que pedem a transformação, porque reconhecem os ganhos na organização, na disciplina e no processo de ensino e aprendizagem”, explica Otaviano Pivetta.

As votações serão realizadas sempre das 7h às 19h. Nos dias 13 e 14 de abril, participarão da consulta as escolas estaduais Nilza de Oliveira Pipino, em Sinop; Nova União, em Nova Canaã do Norte; João Ribeiro Vilela, em Primavera do Leste; Osmair Pinheiro da Silva, em Nova Maringá; Rui Barbosa, em Nova Mutum; Prefeito Artur Ramos, em Jaciara; Doutor Estevão Alves Correa, em Cuiabá; 13 de Maio, em Tangará da Serra; e Professor Muralha de Miranda, em Nova Marilândia.

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Já nos dias 15 e 16 de abril, novas consultas serão realizadas nas escolas estaduais Cândido Portinari, em Tapurah; Francisco Saldanha Neto, em Tabaporã; João Paulo II, em Itaúba; Mário Schabatt Souza, em Lucas do Rio Verde; Paulo Freire, em Marcelândia; André Antônio Maggi, em Colíder; e Jayme Veríssimo de Campos Júnior, em Alta Floresta.

Otaviano Pivetta destacou que o processo será conduzido com transparência e participação direta da comunidade escolar, que poderá votar entre as opções “Aprovo” e “Não aprovo”. A expectativa do governo é consolidar mais uma etapa importante da política educacional adotada no Estado.

“Nosso compromisso é cumprir o cronograma com transparência, responsabilidade e respeito à vontade da comunidade escolar. A consulta pública garante esse direito de participação e fortalece uma política que já mostrou resultados concretos em Mato Grosso”, completa o governador.

De acordo com ele, a meta inicial era alcançar 205 escolas no modelo cívico-militar, número que já foi superado, com 208 unidades. Com a realização das novas consultas públicas, a Rede poderá chegar a 224 escolas com esse formato de gestão, ampliando uma experiência que vem se consolidando em diversas regiões do Estado.

O modelo cívico-militar não altera o currículo escolar nem interfere na proposta pedagógica das unidades. A condução pedagógica permanece sob responsabilidade de diretores, coordenadores e professores da Rede Estadual, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular.

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Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), as mudanças concentram-se nas áreas administrativa e disciplinar, com a atuação de militares da reserva no apoio à organização do ambiente escolar, no controle de acesso, na promoção de atividades cívicas e no fortalecimento de valores como disciplina, respeito e hierarquia.

Para o governador, a expansão do modelo representa a continuidade de uma política pública que combina participação da comunidade, reforço na gestão e foco em resultados. A avaliação do governo é que a experiência bem-sucedida das unidades já convertidas tem impulsionado novas adesões e consolidado o formato como referência na educação pública estadual.

“Quando a comunidade percebe que a escola melhora o ambiente, fortalece a convivência e cria melhores condições para ensinar e aprender, ela passa a defender esse modelo. É isso que estamos vendo em Mato Grosso, com uma política que nasceu para fortalecer a educação e que hoje encontra respaldo crescente da população”, concluiu Otaviano Pivetta.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate incêndio em carro de passeio em via pública

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na manhã desta quinta-feira (9.4), um incêndio em um carro de passeio no bairro Bela Vista, no município de Poxoréu (a 263 km de Cuiabá).

A 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada via 193 por volta das 07h15. Ao chegar, a equipe se deparou com uma picape em chamas na via pública.

De imediato, os bombeiros iniciaram a ação de combate ao fogo, sendo necessário o uso de cerca de 500 litros de água para conter o incêndio.

Após a extinção das chamas, a equipe da 6ª CIBM realizou o rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes. Não houve registro de vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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