Mato Grosso
Secel publica relação de projetos selecionados em oito editais após acréscimo de valores na Política Nacional Aldir Blanc

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) publicou os resultados finais de seleção de oito editais da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), referentes à complementação de recursos. Ao todo, o aporte adicional chega a R$ 7,63 milhões, beneficiando mais 84 propostas além das previstas inicialmente.
Deste total, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 5 milhões em recursos próprios e os outros R$ 2,63 milhões são provenientes de rendimentos dos valores disponibilizados ao Ciclo I da política nacional.
Com as publicações dos resultados finais após a complementação de recursos, os proponentes dos novos projetos atendidos têm até o dia 10 de novembro para entregar os documentos obrigatórios da fase de habilitação.
A documentação deve ser encaminhada de forma online, em formato PDF, por meio do formulário, que está sendo encaminhado diretamente ao endereço eletrônico (e-mail) informado pelo proponente do projeto selecionado.
Confira os editais com recursos adicionais:
Inventários de Patrimônio Imaterial
O edital tem o objetivo de compor um banco de dados para salvaguardar os bens culturais do Estado. O valor do acréscimo foi de R$ 500 mil, que assegura a seleção de mais cinco propostas, além das 10 contempladas inicialmente. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Literatura em Cena
As iniciativas selecionadas no edital irão levar vivências culturais e ações formativas à população do Estado para incentivar o livro, a leitura e a literatura. Com acréscimo de R$ 960 mil, a seleção pública contempla mais 12 propostas, chegando a 20 projetos atendidos. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Premiação Marília Beatriz
A seleção pública premia obras literárias e projetos de fomento à literatura em Mato Grosso. O valor complementar é de R$ 215 mil, oportunizando a seleção de mais oito propostas e totalizando 20 produções atendidas. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
MT Criativo
O edital visa fomentar o desenvolvimento de produtos e serviços, e a formação técnica do setor da economia criativa em Mato Grosso. Com o adicional de R$ 1,27 milhão, a quantidade passa de 53 para 62 projetos atendidos. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Viver Cultura
Maior edital do ciclo I da Pnab, o Viver Cultura ampara diversos segmentos artísticos e culturais no Estado. A seleção pública recebeu a complementação de R$ 1,97 milhão e, em vez de 100, serão 127 projetos contemplados. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Cinemotion Audivisual
Com a seleção pública, busca-se fomentar o desenvolvimento de jogos eletrônicos e impulsionar os cineclubes no Estado. O incremento ao edital é de R$ 800 mil, possibilitando o atendimento de mais 13 propostas, além das 23 previstas inicialmente. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Pontos de Cultura
O edital Rede de Pontos de Cultural de Mato Grosso contempla entidades ou coletivos que desenvolvem ações culturais nas comunidades. O acréscimo de R$ 960 mil atendeu mais oito instituições, totalizando 31 beneficiadas. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Pontão de Cultura
O edital assegura a seleção de instituições para desenvolver, acompanhar e articular as atividades dos demais pontos de cultura do Estado. Agora, são três instituições selecionadas, após o aporte adicional de R$ 976 mil. Acesse aqui o resultado final com complementação de recursos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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