Mato Grosso
Secex de Previdência evita prejuízo de R$ 45 milhões em um ano de atividade
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| SECEX DE CONTROLE EXTERNO DE PREVIDÊNCIA A fiscalização dos Regimes Próprios de Previdência Social é o assunto central da Secretaria de Controle Externo de Previdência |
Entre agosto de 2018 a julho de 2019, a Secretaria de Controle Externo de Previdência do Tribunal de Contas de Mato Grosso conseguiu evitar prejuízo de R$ 45 milhões aos cofres públicos, em razão do pagamento de aposentadorias e pensões irregulares ou danos apurados na gestão dos Regimes Próprios de Previdência – RPPS municipais. O valor total de recursos fiscalizados pela Secex Previdência em um ano, desde a criação, foi de R$ 918 milhões.
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| Eduardo Benjoino Ferraz, secretário de Controle Externo de Previdência |
Da economia estimada de R$ 45 milhões com a fiscalização, R$ 39 milhões são referentes a irregularidades verificadas em processos de aposentadorias e pensões, que tiveram pedido de cancelamento pela Secex. Os pedidos de cancelamento ocorrem, em sua maioria, por estabilização irregular de servidores, seguidos de: cálculo irregular de proventos, ingresso em cargo exclusivamente comissionado e não cumprimento de requisitos constitucionais. Em 2019 foram analisadas 2.543 aposentadorias e pensões.
Os R$ 6 milhões restantes são de ações de fiscalização da gestão dos RPPS. As falhas mais comuns tratam de negociação de títulos públicos com sobrepreço, irregularidade na folha de pagamento de pensionistas temporários e encargos de inadimplência de contribuições previdenciárias. Os 105 RPPS municipais de Mato Grosso são responsáveis pela arrecadação de R$ 7 milhões de recursos previdenciários de servidores municipais e possuem 10.161 aposentados e pensionistas vinculados.
Relação custo x benefício
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| CONTROLE DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Durante o período de agosto de 2018 a julho de 2019 foram fiscalizados R$ 158 milhões de benefícios entre aposentadorias e pensões |
A Secex de Previdência foi criada na reestruturação da área técnica do TCE-MT, em agosto de 2018, que especializou as Secex, desvinculando-as dos gabinetes dos conselheiros. Ela é responsável pelo controle de legalidade dos benefícios previdenciários e pela fiscalização dos RPPS dos Municípios e do Estado de Mato Grosso. Levantamento realizado pelo secretário, Eduardo Benjoíno Ferraz, indica que a Secex tem custo anual de R$ 9 milhões, mas que para cada R$ 1,00 investido na sua manutenção, houve um retorno (benefício estimado) de mais de R$ 4,00 com a fiscalização realizada.
No exercício do controle das aposentadorias e pensões durante o período de ago/2018 a jul/2019 foram fiscalizados R$ 158 milhões de benefícios previdenciários, resultado de 5.547 relatórios técnicos. Nesse tipo de análise, o TCE-MT realizou, aproximadamente, 2.000 apontamentos para correção de irregularidades ou citação para esclarecimentos.
A nova estruturação do TCE-MT proporcionou um maior foco e celeridade na análise dos benefícios previdenciários, ocasionando a redução de 54% dos processos pendentes de análise pela unidade técnica.
Gestão do RPPS
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| EQUILÍBRIO FINANCEIRO TCE passa fiscalizar 100% das contribuições previdenciárias; desde 2018 a análise do ente fiscalizado passou a compor as contas de governo da gestão municipal e estadual |
Desde 2018, a análise da situação previdenciária do ente fiscalizado (Estado ou municípios) passou a compor as contas de governo dos gestores municipais e estaduais. Essa mudança de entendimento da Associação dos Tribunal de Contas do Brasil – Atricon, que passou a vigorar em todos os tribunais do país, foi importante para que os Tribunais de Contas passassem a fiscalizar 100% das contribuições previdenciárias devidas aos RPPS, assim como o plano de amortização do deficit atuarial de todos os entes.
O contínuo crescimento do deficit financeiro e atuarial ao longo dos anos tem gerado um impacto considerável sobre as finanças públicas, sendo agravado pela ausência de perspectiva de amortização a curto e médio prazos. Além do deficit, o volume de recursos orçamentários destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões constitui geralmente a maior despesa dentre as funções de governo.
INFOGRÁFICO
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A análise da situação previdenciária dos RPPS pela Secex de Previdência do TCE-MT vem demonstrando a necessidade de aprimoramento dos controles, a fim de possibilitar o alcance do equilíbrio financeiro e atuarial das contas públicas. Quando as contas de governo de 2018 começarem a ser apreciadas pelo Tribunal Pleno do TCE-MT, elas já terão sido analisadas pela Secex especializada.
Sustentabilidade
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| BENEFÍCIOS Em 2019 a Secex de Controle e Previdência analisou 2.543 aposentadorias e pensões |
Os índices de sustentabilidade dos RPPS dos Municípios de Mato Grosso demonstram que, em média, para cada R$ 1,00 de despesas que serão gastas, até o final do plano, com as aposentadorias e pensões já concedidas, os RPPS deveriam capitalizar R$ 2,09 de recursos financeiros. “Porém, quando agregamos os valores que serão gastos com os futuros benefícios previdenciários, o indicador demonstra que, para cada R$ 1,00 de despesas totais com benefícios previdenciários projetados, houve a capitalização de apenas R$ 0,47 de recursos financeiros, evidenciando a necessidade de continuação do processo de capitalização de recursos”, explica o secretário, Eduardo Benjoíno Ferraz.
Apesar das dificuldades, as informações revelam que os municípios de Mato Grosso estão em processo de capitalização dos recursos necessários para honrar com todos os benefícios previdenciários, diferentemente do Estado de Mato Grosso, que ainda não iniciou a formação de reservas financeiras.
Outra maneira de monitorar a sustentabilidade dos RPPS é a instauração de processos de auditoria para a apuração de eventuais danos ao erário em investimentos. Os procedimentos visam verificar se houve a exposição temerária dos recursos do RPPS, em função da sujeição a riscos que excedem os riscos naturais do mercado financeiro.
Tecnologia
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| REESTRUTURAÇÃO A unidade de fiscalização do TCE é liderada pelo secretário, Eduardo Benjoino Ferraz, duas supervisoras e outros 19 servidores |
A Secretaria tem utilizado ferramentas tecnológicas, a exemplo dos painéis digitais, para o controle de processos de aposentadorias e contribuições previdenciárias. Instalados dentro da unidade, eles permitem um controle diário dos processos de benefícios previdenciários que entram na Secex e um comparativo com o quantitativo de processos já instruídos em cada mês. O objetivo é fiscalizar se os gestores estão adimplentes com as referidas contribuições.
Segundo Eduardo Benjoíno Ferraz, a utilização de recursos tecnológicos no controle externo permite maior foco nos trabalhos e respostas mais rápidas no atendimento às demandas. Como resultado das inovações, cita-se o controle de legalidade mais tempestivo dos benefícios previdenciários e a responsabilização aos gestores que não realizam o repasse/recolhimento da contribuição previdenciária dos servidores públicos.
No cumprimento de sua função constitucional, a atuação dos Tribunais de Contas é de extrema relevância para a eficiência, equidade, melhoria, aprimoramento e transparência da gestão previdenciária.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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