Mato Grosso
Seduc disponibilizará transporte gratuito para 3ª Corrida da Educação; confira detalhes

Participantes da 3ª Corrida da Educação 2026 terão transporte gratuito até o Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, no sábado (18.10). O evento promovido em alusão ao Dia do Professor vai reunir servidores, estudantes e a comunidade.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) disponibilizará 15 ônibus rotativos, com embarque e desembarque gratuitos. Os ônibus circularão de forma contínua dentro dos horários indicados.
A partir das 16h até às 18h30, o embarque será no estacionamento do Parque das Águas. O retorno do Parque Novo Mato Grosso até o Parque das Águas está programado das 18h às 21h.
A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) também dará apoio com duas linhas especiais de transporte coletivo para o evento, com o pagamento de tarifa comum. As linhas funcionarão de forma rotativa e sincronizada, garantindo o transporte dos participantes durante todo o período do evento.
Os ônibus vão operar entre o Pantanal Shopping e o Parque Novo Mato Grosso, nos seguintes horários:
Ida (shopping – parque): 16h, 16h45, 17h30, 18h15, 19h, 19h45 e 20h30
Volta (parque – shopping): 16h40, 17h25, 18h10, 18h55, 19h40, 20h25, 21h15, 21h30 e recolhimento final às 22h.
Cerca de 4 mil pessoas se inscreveram na corrida com o pagamento de taxa com a doação de um pacote de fraldas infantil (mínimo de 36 unidades). O objetivo é promover integração, saúde e bem-estar entre servidores e comunidade escolar.
A corrida
A corrida terá três modalidades: a kids, com percursos entre 100 metros e 1 km para crianças de 5 a 13 anos; a prova de 5 km, aberta a participantes a partir de 14 anos; e a de 10 km, voltada para maiores de 18 anos. Pessoas com deficiência (PCD) também terão categorias específicas em todas as distâncias.
A programação começa às 17h, com concentração no estacionamento do Parque Novo Mato Grosso. A largada da corrida kids será às 17h30, seguida pela categoria PCD às 18h50, e as provas de 5 km e 10 km a partir das 19h.
Todos os participantes que cruzarem a linha de chegada receberão medalha, e os três primeiros colocados em cada categoria (público geral, servidores, estudantes e PCD) serão premiados com troféus.
A prova terá duração máxima de três horas e contará com estrutura completa de apoio, incluindo pontos de hidratação, guarda-volumes e ambulâncias para garantir o bem-estar dos participantes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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